Três forças políticas vão disputar a sucessão municipal em Franca


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Graciela Ambrósio, Corrêa Neves Jr, Marco Aurélio Ubiali e Gilson de Souza se preparam para a campanha deste ano
Graciela Ambrósio, Corrêa Neves Jr, Marco Aurélio Ubiali e Gilson de Souza se preparam para a campanha deste ano
Com a janela de transferência fechada e o encerramento do prazo para vereadores mudarem de partido, o cenário político clareou e revela o surgimento de três grandes forças políticas que vão centralizar a campanha pela sucessão municipal em Franca. De um lado, está o PSDB, rachado entre Alexandre Ferreira e Sidnei Rocha, que travam uma disputa interna no ninho tucano para ver quem vai se candidatar para concorrer ao comando da Prefeitura a partir de 1º de janeiro de 2017. Do outro lado da trincheira, dois grupos de oposição se aglutinam em campos opostos para tentar desbancar o atual governo do poder.
 
Nas últimas semanas, a delegada Graciela Ambrósio (PTB) e o jornalista Corrêa Neves Júnior (PSD) intensificaram as conversas e estão finalizando a costura de uma aliança para estarem juntos na próxima campanha. Hoje, a chance de subirem no mesmo palanque na chapa majoritária é superior a 90%. “São duas lideranças novas, que têm grande credibilidade e respeito junto aos eleitores. Essa união significa o começo da formação de um grupo coeso de oposição ao governo atual. Chegou a hora de mudar”, disse César Mamede, presidente do PTB.
 
Além do PTB e do PSD, devem compor a aliança o PDT, PV e PTN. Presidente do diretório municipal do PSD, Corrêa Júnior afirma que o grupo representa uma alternativa concreta ao modelo que hoje dita as regras na Prefeitura de Franca. “Graciela e eu temos muitos pontos em comum: ambos discordamos radicalmente da maneira como a Prefeitura de Franca vem sendo conduzida por Alexandre Ferreira e temos a convicção de que este modelo de governo tem que acabar. Além disso, não aceitamos corruptos em nossos quadros, muito menos gente com ficha corrida no Ministério Público”, alfineta.
 
O jornalista diz que não é hora de discutir a composição da chapa majoritária e, muito menos, de definir quem será o candidato. “O prazo das convenções partidárias termina em agosto. Tem muito chão ainda. A hora é de construir uma grande coalização que veja no governo Alexandre uma síntese do que jamais deve ser feito”, afirma. A prioridade, segundo ele, é avaliar as forças políticas e decidir quem vai caminhar junto para apresentar uma proposta alternativa e quem prefere seguir o caminho da continuidade. “É preciso escrever uma nova página na política de Franca, construída com base na transparência, seriedade, competência administrativa e aberta ao diálogo com toda a sociedade, o que inclui quem pensa diferente. Ninguém aguenta mais votar no que está aí”, concluiu.
 
Ex-deputados unidos
O terceiro grupo que se articula para a disputa é liderado pelos ex- deputados Marco Aurélio Ubiali (PSB) e Gilson de Souza (DEM), ambos suplentes em suas coligações. Eles apostam nas experiências na Câmara Federal, Assembleia Legislativa e na assessoria do Palácio dos Bandeirantes para concretizarem o sonho de chegar à Prefeitura. Ainda não há definição sobre quem vai liderar a chapa. “Somos experientes em políticas públicas e temos uma proposta diferente. Franca precisa ser gerenciada com mais competência para se desenvolver com qualidade. É fato que estaremos na oposição, pois não concordamos com o atual governo”, disse Ubiali.
 
Para que comandar as articulações e montar o grupo de apoiadores da chapa, que conta com a adesão do PMB e PP, Ubiali vai se desligar, no dia 4 de abril, do cargo que ocupa no governo do Estado - ouvidor do vice-governador Márcio França (PSB). “Franca precisa de um destaque maior na política estadual e nacional. A oportunidade é agora. A mudança começa com a campanha para prefeito”.

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