A Justiça decretou, na noite de ontem, em documento assinado pelo juiz Fábio Marques Dias, que a residência de Maria Luisa, no Centro da cidade, fosse interditada e os quase 60 cães que ela abriga fossem levados ao Canil Municipal. A decisão veio por conta de reclamações de vizinhos e de condições insalubres do local. Ao saber disso, por volta das 19h30, diversos protetores de animais se aglomeraram na casa para impedir que fiscais da Vigilância Sanitária retirassem os animais.
Além da presença de funcionários da prefeitura, dos protetores e da imprensa, as polícias Ambiental e Militar também foram à casa. Após quase duas horas de imbróglio, discussões e ligações para o promotor Fernando de Andrade Martins por parte do procurador do município, Eduardo Campanaro, ficou decidido que, por conta do horário avançado, o mandado não seria cumprido. Isso porque a polícia só poderia cumpri-lo entre 6 e 18 horas.
O promotor confirmou ter ido à casa de Maria Luisa na noite de quinta-feira. “Foram na promotoria para falar do caso dela, que está descumprindo uma determinação judicial. No acórdão de alguns anos atrás, ficou estabelecido que ela só poderia ter cinco cães. Foi comprovado que tinham dezenas deles em sua casa. Fui até lá para avisar que ela receberia uma visita da vigilância e poderia ser presa por descumprir a decisão. Não é uma questão pessoal, é uma regra e a lei sendo cumprida em nome da saúde pública”, disse.
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