Prazo termina e Câmara tem nova configuração


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Legendas tradicionais foram dizimadas e vão desaparecer do plenário da Câmara. Partidos que acabaram de sair do forno passarão a ter representantes. O amplo domínio da base aliada perdeu forças. Foram apenas 30 dias de janela, mas tempo suficiente para a composição das bancadas sofrerem grande alteração.
 
Cinco vereadores aproveitaram o período permitido pela Justiça Eleitoral para mudar de partido sem correr o risco de perder os mandatos e estão de casa nova. O número representa um terço da Câmara, que é composta por 15 vagas.
 
A abertura da janela provocou a maior baixa no PP. O partido, que iniciou a legislatura com dois vereadores, ficou sem nenhum. Laercinho foi o primeiro a puxar a fila. Na semana passada, ele confirmou seu retorno para o PMDB, onde havia feito sua estreia na carreira política, e formará a bancada ao lado de Daniel Radaeli. Quarta-feira, 16, foi a vez de Claudinei da Rocha pular fora. Ele se filiou ao PSB, onde também disputou suas duas primeiras eleições.
 
A debandada dos vereadores do PP foi motivada pela saída da delegada Graciela Ambrósio da legenda em setembro de 2015. Então presidente e principal nome do PP, filiou-se ao PTB.
 
O PT também está fora da Câmara. Ocupante da única cadeira do partido, Márcio do Flórida se desfiliou na semana passada e confirmou, ontem, seu ingresso no PDT. Será o presidente da comissão provisória e corre contra o tempo para tentar montar uma chapa que tenha condições de fazer pelo menos um vereador em outubro. 
 
Uma das novidades no plenário será a sigla PSD. Mesmo não tendo disputado as últimas eleições, o partido tem hoje duas cadeiras. Vereadora mais votada em 2012, Valéria Marson se filiou há uma semana. A outra vaga é ocupada por Marcelo Valim, que tomou posse no dia 8 em função da morte de Jépy Pereira. 
 
Quem também estreará na Câmara é o novato PTN, que surgiu em Franca apenas no começo deste ano. O partido, controlado por pessoas ligadas à delegada Graciela Ambrósio, é a nova casa de Josivaldo Bahia, ex-PTB.
 
O PSB, do ex-deputado federal Marco Aurélio Ubiali, ficou com a maior bancada. O partido, que promete fazer oposição ao atual governo na próxima campanha eleitoral, manteve as cadeiras de Luiz Vergara e Cordeiro e ainda ganhou a adesão de Claudinei da Rocha.
 
Já o PSDB, que era a maior bancada no começo da legislatura, com quatro cadeiras, está com duas. As baixas, porém, não tem relação com a janela. Valéria Marson deixou o partido em dezembro e Jépy Pereira morreu no dia 5. O partido briga na Justiça pela vaga ocupada por Marcelo Valim, empossado como primeiro suplente, mesmo tendo deixado a legenda.
 

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