Um grupo de estudantes do ensino médio da escola estadual “Capitão José Pinheiro de Lacerda” protestou na manhã de hoje contra um tipo de avaliação realizada na unidade.
De acordo com participantes da manifestação, cerca de 200 alunos se recusaram a fazer uma prova e ficaram no pátio da escola, das 10 às 12h20. O problema seria o conteúdo abordado nas avaliações e o tempo para fazer os exames. “Consideramos que a prova é de baixa qualidade, não é algo produtivo. Também foram dados só 50 minutos para conseguirmos fazer três provas”, disse a estudante Ana Júlia Ramos, 15.
De acordo com ela, a prova faria parte de um projeto do Governo Estadual chamado “Quem falta, faz falta”, pois isso seria aplicado durante todas as sextas-feiras, dia de maior evasão escolar.
A avaliação é aplicada para todos os colegiais semanalmente, segundo os alunos.
“Queremos questões mais voltadas para o Enem, mas temos que fazer esses testes bobos que têm até cruzadinha”, reclamou a estudante Thuany Portêncio, 16.
A postura da diretora foi criticada pelos alunos que aderiram ao protesto. “Ela agrediu verbalmente e ameaçou dar zero para todos os alunos. Afirmou que só ela que manda e que não devia satisfações aos alunos”, disse uma aluna de 15 anos, que pediu para não ser identificada.
Outro protesto aconteceu na sexta-feira passada, quando os alunos deixaram as provas em branco.
A reportagem do GCN entrou em contato com a diretora, que disse que não estava autorizada a dar entrevistas. Também ligou para a dirigente regional de ensino, Maria Luiza Machado, que pediu que o contato fosse feito com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação, que ainda não retornou.
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