Brasil, mergulhado em múltiplas crises


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O brasileiro tem acompanhado, estarrecido, nos últimos dias, os fatos políticos que envolvem o agonizante governo Dilma Rousseff (PT). A posse do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil causou mais estragos do que esperavam os estrategistas do Planalto. Sendo assumir de fato o cargo por uma liminar da Justiça Federal, Lula não teve nem a oportunidade de falar como ministro. O pior é que a sua escolha para substituir Ricardo Berzoini causou uma série de reações muito negativas para o governo, que passam por protestos populares, repercussão no Congresso e desembarque de partidos como o PR da base aliada. Em vez de unir, a escolha do novo ministro levou a Lava Jato para dentro do Palácio do Planalto e causou uma verdadeira cisão entre os apoiadores do governo, já que se espera que o PMDB tome decisão semelhante nos próximos dias.
 
Além da crise política, o Brasil vive hoje uma crise econômica sem precedentes e uma crise institucional das mais graves. Diante dos fatos, não se vê uma saída capaz de resolvê-las todas. Só mesmo um novo governo, com novos nomes isentos e incapazes de agir para evitar que crimes sejam apurados e criminosos condenados e presos. Não há caminho diferente. Com a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, atualmente esta é a única hipótese capaz de animar o Brasil e permitir a retomada do crescimento econômico que vem sendo prometida há mais de um ano e que nunca ocorre. O Palácio do Planalto já completou a sua cota besteiras, patrocinando o ilícito e o imoral, mesmo que legal. A última cartada, a posse de Lula no ministério para dar-lhe foro privilegiado — o que as gravações feitas pela Polícia Federal mostram claramente —, é esclarecedora. 
 
O brasileiro, que tem deixado escapar a sua indignação em protestos populares e postagens em redes sociais na Internet, acompanha com interesse todos os fatos que, mesmo concentrados no eixo Brasília-Curitiba, afetam a vida de todos. Não se pode aceitar mais quem prefere afrontar a lei, a moral e a inteligência da maioria. Ao tentar desvincular todas as crises de seu governo, Dilma Rousseff busca maquiar os fatos, na crença de que os eleitores que lhe deram o mandato sejam ignorantes. Isso mostra que a ignorância é patente naqueles que tentam desconsiderar o grito das ruas e só buscam manter-se no poder, mesmo que à custa do crescimento econômico e do desenvolvimento de uma Nação que hoje sofre e espera por uma solução que ainda parece longe de surgir.
 
 
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