Servidora que denunciou fraude na Saúde se sente ameaçada


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O promotor Paulo Borges entrou com reiteração do pedido para impedir remoções na Prefeitura
O promotor Paulo Borges entrou com reiteração do pedido para impedir remoções na Prefeitura
A auxiliar de enfermagem Luciana Silva Radesca de Souza Leite procurou o Ministério Público do Estado para denunciar que está sendo ameaçada por pessoas ligadas à administração Alexandre Ferreira (PSDB).
 
No último dia 1º de março, Luciana prestou depoimento ao promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges, que investiga irregularidades nos contratos assinados entre a Prefeitura e o ICV (Instituto Ciências da Vida) para a prestação de serviços médicos nos dois prontos-socorros. Em depoimento, a servidora afirma ter visto o médico Lavoisier Tavares de Andrade, contratado pelo ICV, atender no pronto-socorro com uma caixa de carimbos de outros médicos. 
 
Luciana disse, ao MP, que era comum Lavoisier estar sozinho no plantão e terem fichas de atendimento de pacientes por ele atendidos, mas assinadas por outros dois médicos. Em apenas uma manhã, Luciana disse ter encontrado mais de 30 fichas preenchidas com a letra de Lavoisier, mas assinadas por outros médicos. 
 
No último dia 13 de março, com exclusividade, o Comércio da Franca divulgou o teor do depoimento e o nome de Luciana. No início desta semana, ela compareceu ao Ministério Público para narrar que estava sendo ameaçada. 
 
Luciana está afastada de suas funções no Pronto-socorrro “Álvaro Azzuz” em função de uma licença de saúde. Ela disse ter recebido ligações de pessoas ligadas à Prefeitura dizendo que, quando a licença terminar, ela já estará escalada para outro local de trabalho, no caso, a Unidade Básica de Saúde do Jardim Paineiras.  
 
Com medo de sofrer represálias e até punições maiores por parte da Administração Alexandre Ferreira, a auxiliar de enfermagem pediu ajuda ao Ministério Público. 
 
Na última quarta-feira, o promotor Paulo Borges ingressou com uma reiteração do pedidos de liminar feitos à Justiça para afastar a secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, e impedir a Prefeitura de Franca de remover servidores que prestaram depoimentos e proibir a abertura de sindicâncias ou processos disciplinares contra eles. 
 
O novo pedido ainda não foi analisado pelo juiz da Vara de Fazenda Pública, Aurélio Miguel Pena. 
 
A Prefeitura de Franca foi procurada para comentar as ameaças que teriam sido feitas contra Luciana mas, até o fechamento desta edição, não havia respondido ao email encaminhado. 
 

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