Sapateiros rejeitam proposta de 6,5%


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Mais de 100 trabalhadores estiveram no salão da sede dos Sindicato dos Sapateiros, no início da noite desta quinta, e rejeitaram por unanimidade a oferta de 6,5%
Mais de 100 trabalhadores estiveram no salão da sede dos Sindicato dos Sapateiros, no início da noite desta quinta, e rejeitaram por unanimidade a oferta de 6,5%
Nem a chuva que caiu no final da tarde de ontem espantou os sapateiros da assembleia da categoria para discutir a proposta de acordo salarial apresentada pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca). Mais de 100 trabalhadores estiveram no salão da sede dos Sindicato dos Sapateiros e rejeitaram, por unanimidade, a oferta de 6,5%.
 
O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, classificou o índice como “uma piada”. “Mais que uma humilhação, esse valor é uma provocação à categoria. Não corresponde nem à metade da nossa perda salarial. Inaceitável”, disse.
 
Sebastião Ronaldo criticou a antiga diretoria do sindicato, comandada por Agnaldo Madaleno. “Os patrões precisam entender que nós não vamos aceitar as coisas calados. Nem fechar acordos sem ouvir a categoria como aconteceu no passado”. 
 
Na assembleia, os trabalhadores também se comprometeram a aumentar a pressão contra os donos de fábricas. Se a proposta de reajuste não melhorar nas negociações da próxima semana, os sapateiros devem protestar. “Vamos às ruas mostrar para os patrões a força da nossa categoria. Vamos fazer uma passeata pela cidade para eles entenderem que não vamos abaixar a cabeça”, disse Sebastião Ronaldo, sendo aplaudido pelos presentes. 
 
O presidente do sindicato disse que a categoria não aceitará nenhum índice de aumento que não faça a reposição das perdas salariais e ainda contenha um aumento real. “Os empresários vivem dizendo que estão em crise, que não têm como reajustar nada. Mas, na verdade, eles estão é lucrando a nossas custas. Por isso não vamos aceitar menos do que a reposição dos mais de 12% de perdas e ainda um aumento real”, disse Sebastião Ronaldo. 
 
Ele também falou que, em virtude do que classificou como “fraca negociação em anos anteriores”, é preciso um aumento melhor para os sapateiros. “Nos outros anos, os empresários fizeram o que quiseram. Não deram nenhum aumento real e ainda tiraram alguns dos direitos já conquistado pela categoria. Agora vão ter que ceder”, disse. 
 
Rodadas
Com a negativa, duas novas rodadas de negociação devem acontecer na semana que vem: uma na segunda e outra na quarta-feira. “Não vamos convocar assembleia para a semana que vem. Vamos esperar e ver como será a evolução das negociações”. Na pauta de reivindicações, os sapateiros pedem aumento de 25%. 
 

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