'Eu só sou traficante’, afirma acusado ao alegar inocência


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Fabrício Borati (esq.) e Lucas Fernando Diniz responderão por latrocínio
Fabrício Borati (esq.) e Lucas Fernando Diniz responderão por latrocínio
Em uma cela da DIG, na tarde de ontem, Fabrício Borati aguardava para ser ouvido. Ao ser questionado, negou ter matado Márcio Borges de Oliveira. “Eu só sou traficante. Meu negócio é só vender e usar drogas. Não tenho nada a ver com esse crime. Não mataria um homem inocente”, disse.
 
Em uma sala reservada, aguardando o momento de prestar depoimento, estava Lucas Diniz. “Eu já dei minha versão. Não fui eu, tô (sic.) despreocupado”. Enquanto isso, o adolescente conversava com os investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares, que apreenderam as roupas de Diniz, Borati e do menor, manchadas de sangue, além das facas usadas no latrocínio.
 
Além dos suspeitos, a família do aposentado esteve na DIG. Uma das irmãs, Maria de Loures de Oliveira, fez o reconhecimento dos objetos roubados. “Um desses moços conversou comigo na semana passada. Disse que não acreditava no que fizeram com meu irmão, que foi maldade. Agiu como se não fosse ele. Ainda não entendi a razão dessa crueldade e de tantas facadas. O Márcio só ajudava as pessoas. Não mexia com ninguém”, relatou, em meio às lagrimas, enquanto deixava a delegacia.
 

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