O homem acusado de matar o pedreiro Luiz Carlos Diamantino, de 54 anos, a facada, no Jardim Santa Bárbara, está sumido desde a quinta-feira da semana passada. Vilton Oliveira Sena, de 44 anos, teve alta do Hospital do Coração, onde estava internado por também ter se ferido, deu endereço errado no hospital e sumiu. A informação é da Polícia Civil que, através do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), investiga o caso.
Sena deu entrada no hospital na noite dia 27 de fevereiro, minutos depois de se envolver uma briga com o amigo e vizinho ao saírem de um bar do bairro. Na ocasião, ele foi esfaqueado e ainda agredido com pedras, tijolos e pedaços de madeira por moradores que se revoltaram com o assassinato de Diamantino. Ele ficou em estado grave, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e teve alta no dia 11 de março. Como não foi autuado em flagrante, não recebeu voz de prisão, nem ficou sob escolta policial.
Ao se recuperar e sair do Hospital do Coração, o suspeito forneceu aos funcionários o nome de uma rua que não era a de sua casa e desapareceu. Na realidade, o local passado é um ponto de moto-táxi no Centro da cidade. Quando os policiais foram no endereço indicado, descobriram a mentira. “Ele não voltou em casa e não está com a família, que mora em São José da Bela Vista. Sumiu ao ter alta”, disse o delegado Márcio Murari, que já indiciou Sena como autor do homicídio. “Diversas provas e relatos de testemunhas o apontam como autor”.
O caso
O pedreiro morreu no dia 27 de fevereiro após se envolver em uma briga com seu vizinho, Vilton Oliveira Sena, de 44 anos, que ficou gravemente ferido. Segundo a mulher da vítima, Diomar de Oliveira, 63, eles teriam brigado na rua após terem saído de um bar.
Sena foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado para a Santa Casa de Franca, com ferimentos graves. Segundo a PM, ele também levou facadas e estava com uma lesão profunda na face, pois foi atingido por um tijolo e pauladas de populares revoltados com a morte de Diamantino. Já o pedreiro, que caiu morto na rua, levou apenas uma facada na barriga.
Morte de taxista
No final da tarde dessa quarta-feira, a Justiça decretou a prisão preventiva dos três acusados de matar o taxista Márcio Antônio dos Santos, de 40 anos, no dia 8 de fevereiro. A detenção temporária foi convertida em preventiva e Patrick Inri de Morais Rodrigues, de 19 anos, Ricardo da Silva Cordeiro, 35, além de Edson Donizete da Silva, 39, permanecerão no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca.
Além do decreto, o laudo da necrópsia feita por médicos do IML (Instituto Médico Legal) também foi colocado no inquérito que apura o latrocínio. Segundo o médico legista Marcus Vinícius Barbosa, Santos tentou se defender, com a mão esquerda, do tiro que acertou seu tórax. Ele morreu antes mesmo de ser socorrido, e o carro que ocupava, um VW Voyage, foi incenciado.
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