Policiais que arrastaram mulher em viatura ainda não foram julgados


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O porta-malas abriu e o corpo de Claudia rolou, deixando a auxiliar pendurada
O porta-malas abriu e o corpo de Claudia rolou, deixando a auxiliar pendurada

Dois anos após a morte de Claudia Silva Ferreira, que foi arrastada por cerca de 300 metros na Estrada Intendente Magalhães, no Rio de Janeiro, os seis policias envolvidos continuam soltos e não foram julgados.

Em 17 de março de 2014, a auxiliar de limpeza de 41 anos, acabou baleada em uma troca de tiros entre a polícia e traficantes do Morro da Congonha. Os oficiais teriam colocado a vítima, segundo eles ainda viva, na viatura e seguiram para um hospital. O porta-malas abriu e o corpo de Claudia rolou, deixando a auxiliar pendurada. Pedestres e motoristas tentaram alertar os policiais, mas somente quando a viatura parou em um semáforo, dois oficiais desceram e colocaram o corpo de Cláudia para dentro do veículo.

O tenente Rodrigo Medeiros Boaventura e o sargento Zaqueu de Jesus Pereira Bueno foram indiciados em julho de 2014 pelo homicídio da auxiliar de limpeza, mas o caso passou por três juízes e somente em março de 2015 a denúncia chegou à Justiça. Os subtenentes Adir Serrano e Rodney Archanjo, o sargento Alex Sandro da Silva e o cabo Gustavo Ribeiro Meirelles respondem por fraude processual, por alterarem a cena do crime, removendo o corpo de Claudia, que de acordo com a perícia, já estava morta após o tiroteio.

O hospital que socorreu a auxiliar, também confirmou que a vítima já estava morta quando deu entrada na instituição. O processo, no entanto, não teve seguimento desde dezembro de 2015.

O site Extra afirma que os policias envolvidos no caso continuam trabalhando e, que somente foram remanejados do 9º BPM, onde trabalhavam na época dos fatos, para outras unidades.

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