Estado admite falta de medicamentos na região


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A diretora Adriana Ruzene foi à Câmara dar explicações sobre queixas relativas ao DRS VIII
A diretora Adriana Ruzene foi à Câmara dar explicações sobre queixas relativas ao DRS VIII
A diretora do DRS VIII (Departamento Regional de Saúde), Adriana Ruzene, foi à Câmara Municipal, ontem, dar explicações aos vereadores sobre a falta de medicamentos na farmácia de alto custo de Franca, mantida pelo Governo do Estado de São Paulo, e também sobre a demora para se conseguir realizar uma cirurgia eletiva.
 
Ruzene fez uma apresentação técnica, em que mostrou números e as dificuldades enfrentadas pelo departamento para dar conta de atender à demanda. Em seguida, respondeu às perguntas feitas pelos vereadores. O formato que a sabatina foi conduzida - com todos perguntando em sequência, para depois a diretora responder tudo de uma vez - impediu que o assunto pudesse ser melhor explorado.
 
A diretora disse que a falta medicamentos e de outros produtos se deve à demanda crescente de ações judiciais que “prejudicam” o planejamento de ações e provocam desequilíbrio financeiro, redução da autonomia de compra, desabastecimento no mercado e crise econômica. “Em nível regional, nós tínhamos um estoque para oito meses. Hoje, é para três meses e a compra é individualizada por paciente. A demora vai de 30 dias a três meses, que é a autonomia de compra que temos.”
 
Atualmente, há 7.527 ações judiciais cadastradas na DRS, solicitando medicamentos, produtos de nutrição, fraudas, órtese e prótese e câmara hiperbárica, entre outros materiais. “Ação judicial, não tem como não cumprir, porque implica em multa contra o Estado”, disse Adriana.
 
A diretora acredita que a situação vai se normalizar nos próximos meses. “A palavra de esperança que dou é que vamos solucionar esta angústia. Nós também ficamos angustiados, porque dependemos do governo liberar estes recursos. Tentaremos amenizar este sofrimento.”
 
Adriana disse que há 6.396 pessoas na fila esperando por uma cirurgia eletiva. A capacidade de atendimento é bem inferior à demanda. A DRS tem pactuado 190 procedimentos por mês com a Santa Casa e outros 40 com o AME. A alternativa para ampliar o atendimento seria a implantação de um hospital dia na cidade.
 

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