A rodada de negociações entre o Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) e o Sindicato dos Sapateiros, realizada ontem, terminou com uma contraproposta aquém do reajuste pedido pela categoria. Segundo o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, após “muita conversa”, o percentual oferecido foi de 6,5%.
O valor proposto é referente ao teto da meta da inflação para o ano passado, que foi ultrapassado e fechou em quase o dobro do previsto: 11,28%.
“Esse foi o número ideal que chegamos. Não temos condições de oferecer um aumento real como gostaríamos e sempre fizemos. A situação está difícil de resolver em razão da situação da economia”, justificou Brigagão.
Para o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, a proposta não é a ideal para fechar um acordo e será levada aos sapateiros em assembleia amanhã, às 17h30. A categoria pediu correção de 25% nos salários, fim do banco de horas, reajuste do abono escolar e uma PLR (Participação de Lucros e Resultados) de 220 horas. “Temos clareza que será difícil chegar ao que queremos, mas precisamos de um ganho real”, disse Ronaldo.
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