Uma menina de 6 anos de idade, portadora da Síndrome de West, é a segunda francana a conseguir na Justiça o direito de se tratar com o canabidiol, medicamento à base de maconha, e também ter o tratamento, avaliado em aproximadamente R$ 7 mil, custeado pela União.
Assim como a jovem Júlia, de 26 anos, que sofre de epilepsia refratária e ganhou na Justiça o custeio do tratamento através da União, a menina teve a indicação para utilizar o medicamento de uma equipe do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
“Os medicamentos têm o efeito de diminuir o número de convulsões sofridas pela paciente que chegava, durante as crises, a ter até 100 convulsões. Antes da Justiça conceder a liminar que obriga a União a fornecer o remédio, a família comprava alguns tubos e, com isso, conseguiram observar mudanças positivas no tratamento”, disse a advogada Samanta Renata Silva.
O processo, que resultou na decisão e foi movido em conjunto pelos advogados Juliano Pacheco, Ana Flávia Chicaroni e Samanta, foi iniciado em dezembro de 2015 e o resultado saiu em janeiro deste ano. Desde então, os 8 tubos dos medicamentos necessários para o tratamento da menina passaram a ser fornecidos pela União, que entrou com um recurso contra a decisão.
No caso de Júlia, o processo foi iniciado em novembro de 2015 e a decisão, tomada em dezembro, foi cumprida apenas na semana passada.
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