Babá comenta repercussão de fotos no protesto com patrões


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A repercussão foi tanta, que o site Extra entrevistou a babá. Angélica revelou que ela, os patrões e as crianças foram expostos
A repercussão foi tanta, que o site Extra entrevistou a babá. Angélica revelou que ela, os patrões e as crianças foram expostos

Fotos publicadas pelo repórter João Valadares, do Correio Braziliense, viralizaram na web e causaram polêmica. As imagens, feitas em Copacabana, no domingo, dia 13, mostram um casal se dirigindo ao protesto contra o governo Dilma e a favor da Lava Jato.

Nas fotos, o casal é seguido pela babá Maria Angélica Lima, que usa um uniforme e empurra o carrinho de bebê com os filhos dos patrões. O cãozinho de estimação da família também é visto, sendo levado pelo casal. Em pouco tempo, muitos criticaram o fato de que a babá trabalhava no domingo, enquanto outros afirmavam que não havia nada de mais nas fotos.

A repercussão foi tanta, que o site Extra entrevistou a babá. Angélica revelou que ela, os patrões e as crianças foram expostos. "Eu não estava fazendo nada demais. Estava no meu horário de trabalho, cumprindo a minha função", explicou Angélica, que se diz favorável às manifestações, mas não acredita que elas possam mudar a situação do país.

A babá, que trabalha para o casal nos finais de semana, revela que paga uma funcionária para ficar com sua filha enquanto trabalha. O patrão da babá, Claudio Pracownik, vice-presidente de Finanças do Flamengo, escreveu um desabafo em seu Facebook, falando de toda a polêmica causada pelas imagens.

Leia o texto de Claudio Pracownik:

"Sí Pasarán!

Ganho meu dinheiro honestamente, meus bens estão em meu nome, não recebi presentes de construtoras, pago impostos (não, propinas), emprego centenas de pessoas no meu trabalho e na minha casa mais 04 funcionários. Todos recebem em dia.

Todos têm carteira assinada e para todos eu pago seus direitos sociais.Não faço mais do que a minha obrigação! Se todos fizessem o mesmo, nosso país poderia estar em uma situação diferenteA babá da foto, só trabalha aos finais de semana e recebe a mais por isto. Na manifestação ela está usando sua roupa de trabalho e com dignidade ganhando seu dinheiro.

A profissão dela é regulamentada. Trata-se de uma ótima funcionária de quem, a propósito, gostamos muito.Ela é, no entanto, livre para pedir demissão se achar que prefere outra ocupação ou empregador. Não a trato como vítima, nem como se fosse da minha família.

Trato-a com o respeito e ofereço a dignidade que qualquer trabalhador faz jus.Sinto-me feliz em gerar empregos em um país que, graças a incapacidade de seus governantes, sua classe política e de toda uma cultura baseada na corrupção vive uma de suas piores crises econômicas do século.

Triste, só me sinto quando percebo a limitação da minha privacidade em detrimento de um pensamento mesquinho, limitado, parcial cujo único objetivo é servir de factoide diversionista da fática e intolerável situação que vivemos.

Para estas pessoas que julgam outras que sequer conhecem com base em um fotografia distante, entrego apenas a minha esperança que um novo país, traga uma nova visão para a nossa gente.

Uma visão sem preconceitos, sem extremismos e unitária.

O ódio? A revolta? Estas, deixo para eles."

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