Professor utiliza digitais para descobrir talentos


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Professor Edilson de Oliveira estuda as digitais de aluno de escolinha de futebol para determinar suas aptidões físicas
Professor Edilson de Oliveira estuda as digitais de aluno de escolinha de futebol para determinar suas aptidões físicas
Dermatoglifia. 
 
O nome é complicado, mas a aplicação desse estudo científico das impressões digitais de um ser humano pode identificar um potencial emergente no esporte ou melhorar a performance daqueles que desejam somente um melhor condicionamento. Em tempos de aprimoramento físico, as simples corridinhas de outrora caíram em desuso. Hoje, o que vale é a determinação científica das necessidades de cada postulante a atleta. Assim, ênfase será dada aos pontos críticos de cada indivíduo, o que vai originar um esquema de trabalho orientado e com capacidade para gerar melhores resultados em menor espaço de tempo. Tal estudo já é utilizado em modalidades como vôlei, futebol, futsal, atletismo e vários outras. 
 
Aos 45 anos, formado em Educação Física e com quatro pós-graduações na área - Fisiologia do Exercício, Nutrição Esportiva, Condicionamento Físico e Treinamento Técnico Desportivo -, o professor Edilson Luís de Oliveira é um especialista no assunto. Ele revela ser a dermatoglifia um método simples, eficiente e capaz de determinar o potencial genético das pessoas, encontrar aptidões esportivas e patologias e/ou defeitos em seu desenvolvimento. “Ela vem sendo bastante utilizada na área do desporto já que permite encontrar as qualidades físicas de um atleta e/ou deficiências através das digitais. Com isso, podemos direcionar seu treinamento, o que permite melhores resultados ou eventual correção de problemas mais rapidamente”, comentou Oliveira. 
 
Após tomar ciência do método em um Congresso Internacional em Foz do Iguaçu com o professor doutor José Fernandes Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - este teve contato com o método ao estudá-lo na Rússia e desenvolvê-lo em escolinhas de clubes cariocas de futebol -, o francano trouxe à cidade a técnica e vai começar a aplicá-la em sua escolinha de futebol. A Chute Certo tem seis turmas e cerca de cem alunos, com idade entre 5 e 13 anos, e utiliza a estrutura esportiva do Palmeirinha, no bairro Cidade Nova. 
 
Oliveira explica que o método consiste em coletar as impressões de todos os garotos e sistematizá-las em planilhas. Após identificar arcos, presilhas e verticilos (desenhos gravados nos dedos de cada pessoa ainda na fase uterina) pode-se determinar as potencialidades das capacidades biofísicas de um indivíduo como força, velocidade, coordenação motora e resistência. Ele cita como exemplo, alguém cuja predominância são os arcos. Essa pessoa terá força explosiva, mas deve trabalhar ativamente sua coordenação motora para obtenção de melhores resultados esportivos. 
 
“Cada característica tem correlação com um determinado aspecto físico. O estudo nos permite identificar e estabelecer essa correlação. Assim, montamos um trabalho específico para o desenvolvimento físico de cada pesquisado, aumentando a eficiência do trabalho”, explica Oliveira. “Respeitando as diferenças e sabendo trabalhar as regularidades e habilidades específicas, conseguimos resultados mais eficientes no campo esportivo”, afirma. 
 

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