Controle de natalidade


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Pergunta-nos uma leitora amiga se o Espiritismo admite o controle de natalidade. Não só a Doutrina Espírita na sua base, quanto os luminares espirituais que lhe sustentam os preceitos morais ensinam que planejar a família é questão de bom-senso. O casal há de ter número de filhos que lhe caiba nas possibilidades de bem assisti-los e educá-los. 
 
Problemas de saúde da mulher podem ser um imperioso motivo a impedir a geração e a criação de filhos, assim como há, também, razões de caráter sócio-econômico em países (quase sempre populosos), cujas leis são restritivas, calcadas na escassez de recursos, ou na densidade demográfica. O que o Espiritismo reprova é a recusa de se gerarem filhos para atender à vaidade e ao desejo de estar livres de estorvo. Exemplifiquemos: corpo perfeito, gozar a vida, viajar, participar de atividades sociais, esportivas...
 
Há também casos em que casais recusam criar filhos sob a alegação que o mundo está conturbado, violento, a família agredida pelos costumes modernos, como excessos, desvario do sexo, violência, drogas. A Doutrina Espírita orienta que o casal deve escolher, livremente, o caminho mais adequado às suas condições, porém, não aprova o que também não é aprovado pela sociedade, ainda que restrita: o controle imposto ante os mais pobres, como esterilização em massa, via de regra, subtraindo-lhes a possibilidade de exercer o livre-arbítrio. 
 
Outro expediente que renega é o aborto. Admite que a natalidade seja controlada por todos os meios, legal e moralmente estabelecidos, mas esclarece que o que se deve fazer é evitar a concepção, e jamais interromper a gestação, posto que se trata de uma vida que já existe. Ocorrida a concepção, só os desígnios divinos poderão determinar o destino do ser concebido, lembrando o que escrevera Chico Xavier, ditado por Emmanuel: ‘A pílula é melhor que o aborto, porque não cria carma. Não é um assassinato.‘ 
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Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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