Testemunha afirma que dona de casa assassinada ia se separar do marido


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Policial militar que atendeu ocorrência cobre corpo de Etiene Coelho, 33, encontrada morta a golpes de picareta na casa onde morava com o marido Carlos Eduardo
Policial militar que atendeu ocorrência cobre corpo de Etiene Coelho, 33, encontrada morta a golpes de picareta na casa onde morava com o marido Carlos Eduardo
A morte da dona de casa Etiene Josefa de Arruda Coelho, de 33 anos, segue sob investigação policial. Desde o homicídio, ocorrido no dia 23 de fevereiro, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) têm realizado oitivas e buscado provas que possam apontar seu assassino. Nessa semana, não foi diferente. Uma testemunha se apresentou na delegacia e não descartou a suspeita já trabalhada pela polícia: a de que o marido de Etiene, Carlos Eduardo Coelho, de 35 anos, possa ter relação com o crime. A dona de casa foi assassinada a golpes de picareta.
 
A testemunha é um homem, com quem Etiene manteve um relacionamento enquanto supostamente esteve separada. Seu casamento durou sete anos. O homem, que mora em Ribeirão Preto, compareceu à especializada espontaneamente e contou que o namoro havia terminado há dois anos. 
 
Ao delegado Márcio Murari, o ex revelou que seu último contato com a vítima foi por telefone no final de 2015. “Segundo seu depoimento, a Etiene disse que queria terminar o casamento com o Carlos Eduardo. Mas, afirmou também que precisava esperar uma dívida que estava em seu nome, feita pelo marido, ser paga para, depois, poder se separar”, disse Murari.
 
Carlos Eduardo nega ter envolvimento com o crime. Dias após o homicídio, acompanhado de sua advogada, Kátia Teixeira Viegas, e do irmão, Luís Fabiano Coelho, ele recebeu a reportagem do Comércio. Relatou que não faria isso com a mulher. “Desde o momento que cheguei e vi a minha esposa morta, estou a base de remédios. Não sou o responsável pelo crime e não faço a menor ideia de quem pode ter cometido essa barbaridade”, afirmou.
 
Além de contar com os depoimentos de familiares do casal, do ex de Etiene e outras testemunhas, a polícia está à espera do laudo do IML (Instituto Médico Legal) e de outro documento das roupas usadas por Carlos Eduardo no dia do assassinato e da picareta. Esse último será expedido pelo IC (Instituto de Criminalística). “Após ser emitido, chamaremos o marido para também ser ouvido e esclarecermos o caso”, afirmou o delegado.
 
O crime
No dia 23 de fevereiro, a dona de casa foi encontrada morta no jardim da chácara onde morava com o marido, no fundo do Parque Universitário. Os dois eram casados há sete anos e não tinham filhos. 
 
No momento em que encontrou a mulher, Carlos Eduardo ligou para o cunhado que, somente quando chegou no local, acionou o Samu. Assim que a morte da dona de casa foi confirmada, com a ajuda da médica que atendeu a ligação telefônica, a polícia foi avisada. 
 
Próximo à varanda, os policiais acharam uma picareta ainda com sangue. Não havia sinais de violência sexual.
 
 

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