Os auditores fiscais do Ministério do Trabalho de Franca, responsáveis por atender 16 cidades da região com mais de 78 mil empresas, estão trabalhando com apenas 30% da capacidade e só atendem casos de grave iminente risco ao trabalhador e atraso em pagamentos de salários. Enquanto isso, orientações aos trabalhadores e fiscalizações relacionadas ao direito do trabalhador, como, por exemplo, o pagamento de FGTS, estão suspensas.
As principais reivindicações dos profissionais são relacionadas ao pedido de melhorias no quadro de funcionários e estrutura de trabalho. Segundo eles, o quadro de pessoal está bem defasado. De acordo com o auditor fiscal Pedro Rodrigues Gomes, seriam necessários, pelo menos, mais 12 auditores para atender a demanda da regional de Franca.
“Com a greve os trabalhadores são os mais afetados, pois deixam de ser realizadas diversas ações e os trabalhadores estão expostos a riscos. Necessitamos de melhorias nas condições de trabalho para continuarmos prestando o serviço. É preciso entender que os auditores são responsáveis por garantir o direito dos trabalhadores e, com a greve, muitos estão sendo prejudicados.”
Segundo os auditores, a greve permanecerá enquanto a categoria não conseguir as reivindicações solicitadas. “Sofremos com a falta de recursos humano e material e, com essas deficiências, é complicado desempenhar o nosso papel para garantir o direito dos trabalhadores”, completou Gomes.
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