Chuva e exportação aumentam os preços hortifrútis e de carne


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Banca em feira no Centro. A batata está entre os itens que estão acima do preço normal por conta da chuva: consumidores reclamam
Banca em feira no Centro. A batata está entre os itens que estão acima do preço normal por conta da chuva: consumidores reclamam
O preço de diversos alimentos continua salgado nas feiras, varejões e supermercados de Franca. O tempo chuvoso e a priorização das exportações estão entre os motivos das altas. Folhas, vagem, batata, cenoura e cebola estão entre os alimentos que sofreram elevação por causa das chuvas dos últimos dias.
 
Na Ceagesp de Franca, a caixa da batata está acima de seu preço médio. Nesta semana, a saca de 50 kg variou de R$180 para R$ 140, mas o normal seria custar entre R$ 90 e R$ 120. “A chuva dificulta a colheita e encarece o produto. O tempo ruim também afetou a cenoura e a vagem, que saem por R$ 80 a caixa”, disse o gerente da Ceagesp, Geovani Dominici. 
 
Se essa interferência climática continuar, o preço da batata pode aumentar ainda mais neste período de Quaresma, devido à maior procura pelo item que faz parte de receitas típicas da época, como a bacalhoada.
 
A cebola também está com o preço elevado, saindo por R$ 70 a caixa no entreposto. O fato de ela vir de outros Estados, como o Rio Grande do Sul, faz com que seu valor seja afetado pelo frete.
 
O preço alto se repete nas feiras. Na banca da feirante Geralda Zero, 70, a vagem, o jiló e o quiabo são os produtos que mais subiram.
 
O quilo da vagem, por exemplo, estava custando R$ 8 e o do jiló e o do quiabo, R$ 7, um aumento de cerca de R$ 1 em relação aos últimos 15 dias.
 
Em outra banca da feira, o chuchu vendido a R$ 6,90 e o maço de alface por R$ 5 estão entre os produtos mais caros.
 
No varejão Irmãos Patrocínio, a chuva interferiu na parte das folhas. Alface e a couve estão custando em média R$ 4,50, devendo baixar para o preço normal, R$ 2, em um mês.
 
Os consumidores estão levando menos ou procurando produtos da época, para tentar economizar. “Está tudo caro, então a gente leva pouco ou escolhe a fruta ou a verdura da estação”, disse a professora aposentada Ana Maria Bettarello, 58.
 
Para outros, o jeito é pesquisar e comprar pouco. “Peguei quatro abobrinhas e cada uma saiu por quase R$ 1, é caro, mas a gente precisa comer”, disse a dona de casa Maria Delgado, 51.
 
Carnes
Além do hortifrúti, as carnes, principalmente as bovinas, tiveram alta nos açougues de Franca, resultando na escolha por cortes de segunda ou até a mudança de hábito, com aumento do consumo da carne de porco.
 
O quilo do bife bovino varia entre R$ 25 e R$ 29,80, já a carne de porco gira em torno de R$ 15. “As pessoas não têm o costume de comer carne suína todo dia, mas estão até comendo mais pelo preço. Aqui temos opções de até R$ 8 para o quilo da carne de porco”, disse proprietário da City Beef, Mauro Fernando de Andrea.
 
Um dos motivos do aumento no preço da carne de boi é o alto custo dos insumos, especialmente do milho, que está vulnerável às chuvas. O foco no mercado de exportação também aumenta os valores para venda no mercado interno.
 
Na Casa de Carnes Distak, a carne bovina subiu cerca de 7% e o preço da de porco caiu 10%. No local, os clientes buscam economizar comprando o frango, que é cerca de metade do preço da carne bovina.
 
 

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