Academia de Artes é invadida por assaltantes no Recando Elimar


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Mesas de sala da Academia onde ocorria atendimentos à população. Blindex foi estourado
Mesas de sala da Academia onde ocorria atendimentos à população. Blindex foi estourado
O trabalho social desenvolvido pela Academia de Artes - ONG mantida pelo GCN e seus funcionários e que atualmente oferece 37 cursos gratuitos a 500 moradores do Jardim Elimar e seu entorno - não foi impedimento para que bandidos invadissem o prédio na madrugada de ontem. Desconhecidos levaram nove computadores, geladeira, microondas, bebedouro e botijão de gás. 
 
Além do prejuízo dos itens roubados, houve estrago em portas e estouro do blindex da janela que dá acesso à sala de informática. Há desconfiança, por parte dos funcionários, de que os ladrões possam ter entrado no pédio por meio de uma construção no terreno ao lado. Antes de chegarem ao interior da ONG, o fio da sirene do alarme foi rompido. 
 
“Estou particularmente frustrada com o fato de termos de interromper por alguns dias nossas atividades na Academia de Artes, o que vai acarretar prejuízo na nossa programação de Páscoa”, disse a presidente do Conselho Consultivo do GCN e presidente da Academia de Artes, Sonia Machiavelli (leia mais nesta página). 
 
O crime foi constatado pela auxiliar de coordenação Ilda Xavier, primeira a chegar à ONG para dar início às atividades do local. “Cheguei por volta das 8 horas, a sala de esportes estava aberta e vi que tinha algo errado. Quando vi o blindex arrebentado não aguentei e chorei”, disse emocionada. “Trabalho aqui há 10 anos e tenho história de meninos cuja vida conseguimos transformar. Começamos com computadores velhos mas atendemos a muitas crianças, que fizeram conosco o curso de informática e venceram na vida, cursando hoje faculdades”, explicou. 
 
De acordo com a coordenadora pedagógica do local, Sandra Machiavelli, embora as atividades, como curso de culinária, música, informática, judô, narração de história e reforço escolar, estejam interrompidas sem previsão para retorno, a expectativa é para que a normalidade seja retomada em breve. “Acredito que a paralisação será rápida. Já estamos fazendo a limpeza, o pessoal da seguradora já esteve aqui e a polícia civil vai investigar o caso”, afirmou a coordenadora.
 
Investigações
Peritos criminais da Polícia Civil de Franca analisaram o local a fim de produzir um laudo técnico do crime que deve ficar pronto em dez dias. O material será utilizado como complemento das investigações da própria Polícia Civil, que já estão em curso. De acordo com o setor de investigação do 4º DP, uma diligência já está marcada para ocorrer. Além disso, câmeras de segurança serão procuradas pela vizinhança a fim de que imagens sejam verificadas em busca de alguma ação suspeita.
 
Outras informações foram mantidas em sigilo para não comprometer a investigação. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos telefones 190 e 197.

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