Chuvas deixam estradas rurais de Restinga e São José intransitáveis


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Lamaçal toma conta de estrada rural entre Restinga e São José da Bela Vista: situação prejudica até o transporte escolar
Lamaçal toma conta de estrada rural entre Restinga e São José da Bela Vista: situação prejudica até o transporte escolar
As chuvas que atingem a região têm agravado a situação de estradas rurais municipais. Em Restinga e São José da Bela Vista, municípios que fazem limite territorial, muitas dessas vias estão intransitáveis e a falta de manutenção gera queixas de produtores rurais e motoristas. As duas Prefeituras afirmam que fazem reparos nos locais, mas não conseguem atender todas as estradas simultaneamente.
 
Na região da fazenda Santo Antônio, no município de Restinga, a lama dificulta o trânsito e os motoristas precisam redobrar a atenção para os veículos não deslizarem. Na manhã da última terça-feira, 8, um caminhão de cana não conseguiu passar e ficou atolado próximo à propriedade. Para retirá-lo, máquinas trabalhavam no local que também recebia camadas de cascalho. Segundo um funcionário, no dia anterior, um caminhão havia ficado encravado no trecho.
 
Caseira de um sítio pertencente a São José, Mirela de Lima Rosa Gomes diz que, devido às condições da estrada, o transporte escolar não consegue ter acesso e seu filho tem faltado à escola. “Em menos de duas semanas, ele faltou quatro dias porque o transporte não veio. Falam que não conseguem chegar.”
 
Um outro morador da região disse que a estrada sempre foi boa, mas tem perdido a qualidade. Segundo ele, as pancadas de chuva têm sido muito fortes a ponto de deixarem as vias com buracos e lama. “Esse ano tem sido atípico. Está chovendo muito e a estrada está com alguns trechos ruins, isso atrapalha o produtor que está plantando ou colhendo”, ressaltou, pedindo que sua identidade não fosse revelada.
 
Em nota, a Usina Batatais informou que possui uma equipe direcionada para manutenção de estradas rurais, com trabalhos preventivos nos locais onde realiza o cultivo e transporte de cana-de-açúcar durante a safra e, devido ao período de chuvas, precisou aumentar as manutenções corretivas nas vias.
 
Na Prefeitura de São José, a prefeita Celinha Ferracioli (PTB) admitiu conhecer o problema e afirmou que tem procurado solucionar os estragos. “As máquinas estão trabalhando, mas não conseguimos atender a todos os pedidos ao mesmo tempo.” Já a prefeita de Restinga, Luciene Martins (PRB), disse que o setor de obras segue um cronograma de reparos a fim de atender toda a extensão rural do município e ficou de enviar um encarregado até o local.
 
As duas prefeitas comunicaram que ações emergenciais são tomadas, mas, adiantaram que, em alguns casos, o trabalho só poderá ser feito quando parar de chover. “Se mexer na estrada agora, fica pior”, disse Luciene.

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