Suspeitas sobre ICV e Prefeitura


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Foi em meio ao escândalo da “indústria das horas extras”, em que a Prefeitura pagava aos médicos por horas não trabalhadas ou horas extras ainda dentro da jornada de trabalho, que o ICV foi contratado em regime de urgência e com dispensa de licitação para oferecer serviços médicos complementares nos PSs da cidade. 
 
O contrato deveria ser de três meses, mas foi renovado cinco vezes. O ICV prestou serviços de junho de 2014 a setembro de 2015 e faturou mais de R$ 22 milhões. 
 
Os problemas vieram à toa em dezembro de 2014, com a descoberta de médicos do ICV que estariam trabalhando sem descanso por até 31 dias seguidos e recebendo mais de R$ 80 mil. As afirmações foram colhidas pelo Conselho Regional de Medicina e entregues em um relatório à Prefeitura. 
 
Sete meses depois, um escândalo ainda mais grave. A Polícia descobriu a atuação de um falso médico no PS como contratado do ICV. Investigações do Comércio mostraram que este número era muito maior. Ao todo, foram nove falsários agindo na cidade. 
 
Uma Comissão Especial de Inquérito, então, foi aberta pela Câmara. Novos indícios de irregularidades vieram à tona e culminaram na abertura da ação pelo Ministério Público. 
 

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