Governo federal continua engessado


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Desde o início de seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu totalmente a capacidade de governar. Sem credibilidade e encalacrada por crises econômica e institucional, nos últimos meses a presidente tem se esforçado para afastar um possível processo de impeachment. Há mais de um ano o País não progride, muito pelo contrário. Os índices econômicos continuaram sofrendo com esta paralisia, aumentando um buraco que os brasileiros estão sendo obrigados a cobrir. O nível de emprego está sendo considerado um dos mais baixos dos últimos 40 anos, aliado a uma inflação crescente que corrói investimentos e salários. Até agora, contra uma crise criada pelo próprio governo, o Planalto não foi capaz de implantar qualquer proposta capaz de retomar o crescimento do Brasil. E com isso, afasta ainda mais o investimento estrangeiro que poderia ajudar a combater a crise.
 
Das medidas adotadas até agora, somente o setor produtivo brasileiro vem sofrendo. Impostos foram alterados, direitos trabalhistas sofreram restrições, a inflação chegou a dois dígitos, o que pressiona o orçamento doméstico. Isso tudo teve um impacto bastante negativo no setor produtivo, principalmente no mercado de trabalho. O desemprego explodiu, ao lado da informalidade, e a produção industrial passou a sofrer sucessivas quedas, tornando ainda mais difícil a situação de empresas e trabalhadores. A partir daí, o governo conseguiu reduzir as suas metas, registrando um crescimento econômico negativo, desviando-se da Lei de Responsabilidade Fiscal. Há quase um ano, Dilma Rousseff e seus auxiliares passaram a defender a necessidade de se recriar o imposto do cheque para equilibrar as contas, mas até hoje não conta nem com o apoio de sua base aliada e a questão continua paralisada no Congresso Nacional.
 
As medidas de ajuste anunciadas pelo Planalto no segundo semestre do ano passado — redução de ministérios, corte de salários do primeiro escalão e redução de pelo menos 3 mil cargos comissionados, preenchidos sem concurso — até hoje não foram implantadas. Os 9 ministérios foram cortados, mas suas estruturas continuam funcionando. Ou seja: impacto zero. Recentemente, Dilma Rousseff anunciou novos cortes na máquina administrativa e espera a aprovação do Congresso. Como se pode ver, diante das denúncias das diversas operações contra a corrupção, o governo não consegue implantar quaisquer medidas capazes de enfrentar a crise. Falta à presidente credibilidade, firmeza e noção do rumo a tomar. Com isso, o País continua sofrendo e todos nós torcendo por um milagre que dificilmente vai acontecer.
 
 
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