As mudanças propostas pelo papa Francisco implicam também o desejo de descentralizar o serviço entre as dioceses. Dessa forma, Franca poderá ganhar no prazo de um ano e meio, em 2017, seu próprio Tribunal Eclesiástico. Atualmente, a diocese funciona como Câmara Eclesiástica do Tribunal de Ribeirão Preto.
Segundo o padre Célio Adriano Cintra, chanceler do bispado, Dom Paulo Roberto Beloto já trabalha na preparação da equipe que assumirá todos os trabalhos do órgão e também deverá ser anunciado como juiz. Ele pode ainda delegar o processo pela anulação a um padre e dois assistentes.“Temos um padre formado em Direito Canônico, mas outros estão sendo preparados, assim como leigos. Após formada a equipe, logo o Tribunal poderá ser instalado na diocese”.
O padre disse que com os julgamentos ocorrendo na própria diocese, os casos mais evidentes receberão veredito com maior agilidade, após análise do bispo local. Atualmente, a preparação dos documentos e as oitivas das partes envolvidas e testemunhas acontecem em Franca, mas os demais procedimentos seguem para Ribeirão Preto, onde ocorre a sentença.
Além da declaração de nulidade matrimonial, cabe ao Tribunal Eclesiástico julgar causas de imposição de excomunhão e delitos praticados por sacerdotes. No ano passado, dos 328 processos com pedidos de nulidade que deram entrada, 37 voltaram com sentença favorável. Nem todos foram julgados.
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