Captura de morcegos faz raiva reduzir 75% na região


| Tempo de leitura: 2 min
Técnicos inspecionam casa abandonada na zona rural da região à procura de morcegos
Técnicos inspecionam casa abandonada na zona rural da região à procura de morcegos
Um trabalho de monitoriamento e controle da população de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), feito em grutas, bueiros, casas abandonadas, cisternas e fazendas, conseguiu no ano passado reduzir os casos de raiva no rebanho da região de Franca. Segundo dados do EDA (Escritório de Defesa Agropecuária) de Franca, foram 35 registros da doença em 2014 contra nove em 2015, uma queda de 75%.
 
Realizadas por técnicos agrícolas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento Estadual, as varreduras ocorreram por toda área rural dos 13 municípios integrantes da regional. Ao todo, 335 propriedades rurais foram visitadas e fiscalizadas pelas equipes em busca dos abrigos dos morcegos. “Conforme notificação de suspeitas de ataques, os técnicos iam até as propriedades no intuito de fazer a captura do morcego. As ações aconteceram durante o dia e também no período noturno, com armações de redes na fonte de alimentação”, disse o veterinário e assistente de planejamento do EDA Franca, Vinícius de Figueiredo Couto Rosa.
 
Durante as caçadas, 136 morcegos vampiros, como são conhecidos, foram capturados e receberam uma pasta vampiricida (veneno à base de anticoagulante). Na sequência, foram soltos para retornarem às suas colônias e assim contaminarem os demais, já que os morcegos dessa espécie têm o hábito de se limparem lambendo um ao outro. A medida ajudou a reduzir a população de morcegos e, consequentemente, os ataques. “Com esse trabalho, que acontece em um raio de até sete quilômetros do local da notificação, conseguimos ter um redução do número de morcegos hematófagos e um controle da doença. Outra forma também de combate é com a aplicação da pasta no local de mordedura do morcego, pois ele tem o costume de retornar para atacar o mesmo animal”, disse o veterinário.
 
Na região de Franca há 177 abrigos cadastrados pelo EDA, entre artificiais, que são os construídos pelo homem, como casas abandonadas, pontes, bueiros e tubulações em rodovias, e os naturais, que são tocas, grutas, cavernas e ocos de árvores.
 
Atual
Nesse ano, nenhuma notificação de ataque foi feita ao Escritório de Defesa Agropecuária de Franca, mas ainda assim um mutirão com a participação de sete equipes está agendado para acontecer neste mês na regional. “É um trabalho contínuo, que deve ocorrer mesmo se não houver reclamação”, disse Couto Rosa.
 
Além do trabalho de controle dos morcegos, os técnicos estaduais também orientam os proprietários de fazendas a fazerem a prevenção do rebanho por meio da vacinação contra a raiva. No meio rural, os animais mais afetados pela doença, que atinge o sistema nervoso central do animal e causa a morte, são os bovinos e equinos.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários