Comerciantes denunciam tráfico de drogas em praça


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Vista do obelisco instalado na praça 9 de Julho, na região central de Franca. Local é usado como banco pelos menores
Vista do obelisco instalado na praça 9 de Julho, na região central de Franca. Local é usado como banco pelos menores
Comerciantes da Praça 9 de Julho, próxima ao Terminal Central de ânibus, denunciam o consumo e venda de drogas no local. Segundo eles, adolescentes “se instalam” no obelisco existente próximo aos Correios para fumar maconha, ignorando o movimento intenso naquela região. Eles relatam ainda que as turmas costumam se envolver em brigas, danificar as barracas dos vendedores e também veículos dos taxistas que trabalham naquele ponto. 
 
Os entrevistados afirmam que normalmente os jovens permanecem no local pela manhã, no meio da tarde e início da noite. Com cigarros e bebidas muitas vezes, eles se multiplicam em frente ao obelisco e atormentam ambulantes, taxistas e clientes que frequentam a praça, incluindo os passageiros de ônibus que circulam pelo local para chegar até o Terminal de Ônibus  “Ayrton Senna”. 
 
“Estamos fartos dessa situação. Esses jovens incomodam muito, riscando nossos carros e queimando as barracas se reclamamos. Eles ficam aqui o dia todo e nos ameaçam, brigam e xingam se reclamamos. Espantam nossos clientes e acabamos no prejuízo”, disse um dos vendedores, que preferiu não se identificar.
 
Segundo os comerciantes, o problema começou há uns dois anos e tem se agravado nas últimas semanas, especialmente com o reinício das aulas. “Eles são muito violentos. Tentamos dialogar, mas é impossível. Já pedimos apoio para a polícia, porém eles fogem rapidamente quando as viaturas passam, ficando difícil até para os policiais flagrarem a situação, sem falar que são menores de idade. Além de conviver diariamente com o cheiro da maconha, acompanhamos eles comercializando os entorpecentes e não podemos fazer nada”, disse outro comerciante da região.
 
O número de barracas danificadas, sejam com cigarros ou mesmo com facas, também se multiplica na praça. “Acumulamos prejuízos com esses adolescentes aqui. Eles usam drogas o dia todo e vendem também. Acreditam que por serem menores idade são intocáveis. Temos medo de a qualquer momento sermos assaltados, precisamos redobrar a atenção todo o tempo para evitar que eles furtem nossas peças, é um verdadeiro tormento”, disse um dos ambulantes.
 
Para os comerciantes, uma das soluções seria cercar o obelisco com grades para evitar que os jovens o usem como banco. “Acreditamos que sem o conforto do obelisco para se sentarem, eles poderiam procurar outro lugar e nos dar um pouco de paz. Um fiscal da Prefeitura até já esteve aqui para medir o espaço e prometeu cercar, mas estamos cansados de esperar. Pagamos impostos, alugamos o espaço para trabalhar e precisamos do mínimo de condições para fazer isso”, disse um dos ambulantes que está no local há mais de dez anos.

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