Vamos hoje completar o que iniciamos no Painel do último domingo, falando desta cidade que não tem memória. Citamos alguns dos absurdos cometidos no passado e até em data recente, mas hoje vamos nos ater ao Museu da Imagem e do Som, que praticamente perdeu o seu espaço. Ele foi criado por lei municipal, quando fui vereador, com o propósito de ver preservada a história de Franca, através da imagem, como quadros e fotos, bem como o som, com exibições, audições e gravações com francanos ilustres. Na mesma ocasião - também por proposta minha como vereador -, batizamos o MIS com o nome do artista plástico Bonaventura Cariolatto. O museu começou bem instalado, para depois ir perdendo espaço, até chegar à atual administração e ficar reduzido a uma saleta na atual Casa do Artista, sem mostrar absolutamente nada. Já a casa onde viveu Cariolatto, ficou apenas e tão somente para exibição de seus quadros, que podiam perfeitamente dividir espaço com o Museu da Imagem e do Som. Lembro-me de ter conversado com o prefeito Alexandre Ferreira sobre isso, ele até concordou mas nada foi alterado. Por acaso também, quem passou pelo MIS, teve a iniciativa de buscar alguma gravação ou registro de importantes francanos que ainda estão aí, como D. Diógenes, Laércio da Orquestra, Hélio Rubens, Patrícia, Zé Rasteiro, Rionegro e Solimões, entre tantos outros? Sem contar aqueles que já se foram e ficaram praticamente sem nenhum registro. O MIS teria também essa função, mas resolveram escondê-lo, já que, ao que parece, querem um museu de coisas novas...
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