Sindicato acionará banco por fila no atendimento


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Clientes aguardavam em fila na agência do banco Mercantil do Brasil, no Centro de Franca, na manhã da última quarta-feira
Clientes aguardavam em fila na agência do banco Mercantil do Brasil, no Centro de Franca, na manhã da última quarta-feira
O Sindicato dos Bancários de Franca e Região acionará o Ministério do Trabalho e a matriz do banco Mercantil do Brasil para denunciar sobre espera de até três horas por atendimento na agência de Franca. “Temos um grande volume de pessoas para serem atendidas e poucos funcionários, o que gera péssimas condições de trabalho e desconforto para os clientes”, disse o diretor de imprensa do sindicato, Rogério Marques.
 
Segundo ele, o problema será levado para o Ministério do Trabalho. O sindicato também agendará uma reunião com a sede do Mercantil, que é em Belo Horizonte (MG).
 
De acordo com o Sindicato dos Bancários, no setor de autoatendimento, a espera tem sido de cerca de duas horas, já para serviços internos chega a três horas. “Com essa espera longa, já até aconteceu de um cliente que ficou nervoso com a demora agredir um funcionário, no mês passado”, afirmou Marques.
 
O grande fluxo de pessoas também tem estendido a jornada de trabalho dos bancários. De acordo com o sindicalista, os funcionários têm entrado mais cedo e saído mais tarde para dar conta do serviço. A agência tem 13 funcionários.
 
Um agravante do problema seria que a maioria dos atendidos pela agência do Mercantil do Brasil na cidade é formada por aposentados. Assim, a longa espera causa um cansaço ainda maior, já que muitos são idosos. O direcionamento de idosos resulta de um convênio com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “Todo mês acontece isso quando vamos receber a aposentadoria, é muito demorado mesmo, fiquei uma hora na fila”, disse a auxiliar escolar aposentada Zuleika Maria Cristina, 62.
 
A locomoção dentro da agência também fica prejudicada com a lotação, já que é comum a entrada de pessoas com muletas, andadores ou cadeiras de rodas.
 
Apoiado nos ombros de sua filha, um idoso de 78 anos se locomovia com dificuldade na saída do banco. “Sempre demora mais de uma hora, a gente fica dependendo de alguém dar lugar na fila para a gente ser atendido mais rápido”, reclamou a filha do idoso, a dona de casa Rosa Angélica da Silva, 47.
 
Diante da grande fila, alguns desistiam de esperar ou até se sentavam na escada da entrada. “Não aguento ficar muito em pé, porque tenho problema na perna. Vou esperar, sentada, esvaziar um pouco”, disse a dona de casa Neusa Maria de Sousa, 43.
 
A atualização das senhas que tem acontecido nos últimos dias aumentou a movimentação no Mercantil do Brasil. “Minha mulher teve que atualizar a senha e o banco nem avisou antes, então fiquei numa fila e depois ela teve que ficar em outra por duas horas. Tinha uma multidão e só quatro funcionários atendendo”, reclamou o autônomo José Rodrigues da Silva Júnior, 45. Segundo ele, em outros dias, o banco também fica cheio e as filas são demoradas.
 
Fiscalização
O Procon Franca irá fazer uma fiscalização no local para verificar a situação de demora no atendimento. “Se for verificado descumprimento, vamos fazer a autuação de acordo com a lei estadual que limita o tempo de espera”, disse o diretor do Procon, Willian Karan Júnior.
 
De acordo com a lei, a espera é de até 15 minutos em dias normais e 30 minutos em dias de pico, como vésperas de feriados.
 
O Procon orienta ao cliente guardar a senha de atendimento com a hora de retirada e depois pedir que o caixa registre o horário do fim do atendimento no papel da senha.
 
Já o chefe do setor de fiscalização da Prefeitura, Éder Brazão, disse que apesar de serem constatadas grandes filas, a lei municipal não contemplaria a espera no autoatendimento.
 
O banco Mercantil do Brasil informou, via assessoria de imprensa, que nos últimos dias houve acúmulo de clientes para realização de troca de senha, o que afetou o atendimento em Franca. Também que está em andamento um estudo para aumento da capacidade física da agência.
 
 

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