Morreu Josefina Diniz, ex-cozinheira


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“Foi, até o fim de sua vida, forte e presente na vida de todos os familiares”

Morreu no dia 1º de março, terça-feira, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, Josefina de Oliveira Diniz, aos 90 anos. Foi internada pela família em 22 de fevereiro, em função de infecção urinária. O quadro se agravou com falência renal. Crise hipertensiva somada à debilidade física própria da idade a levaram à morte.
 
Estava viúva de Pedro Zeferino Diniz. Ambos foram lavradores. Quando se casaram, passaram a trabalhar em propriedade rural da família Caleiro Pinho. Atuaram lá por 13 anos. Tiveram cinco filhos (Maria Euripa, casada com Hélio Marques; Alcino, casado com Lucy; Lucia Helena, e os gêmeos Carlos Roberto, casado com Jurema, falecida; e Fátima, também falecida). Dos enlaces dos filhos, tornaram-se avós de Eliana, Adriana, Luciana, Hélio Júnior (falecido), Janaína, Rogério, Fabiano, Rafael, Lucas, Renato, Angélica, Ângela), bisavós de Estevão, Laura, Larissa, João, Victor Hugo, Davi, Cauã, Ana Clara, Gabriela, Maria Eduarda, Pedro, Juliana, Larissa, Ana Júlia, Maria Clara, Gustavo, Leonardo; e tataravós de Yan.
 
Mudaram-se para Franca em busca de melhores oportunidades de trabalho para si próprios e de escolas e encaminhamento para a vida dos filhos. Pedro empregou-se em uma beneficiadora de café. Josefina, exímia cozinheira, conseguiu trabalho no tradicional Café Globo, da praça Barão da Franca. Passou também pelo restaurante Damasco, no bairro da Estação, e se aposentou depois de muitos anos no Restaurante Gasparini.
 
“Mamãe foi uma mulher do trabalho, e não fugiu dos principais desafios de sua profissionalização. Estava completamente lúcida em seus 90 anos. Não tinha uma ruga do rosto. Costumava dizer que o trabalho não deixa as pessoas envelhecerem. Foi, até o fim de sua vida, forte e presente na vida de todos os familiares. Sempre contamos com ela e com papai. Foram, ambos, sábios e presentes na nossa vida, dos netos. As amizades que fizeram nunca os abandonaram. Pudemos ver gente de todas as épocas da vida de mamãe, presentes no seu velório”, disse Maria Euripa.
 
Renato, neto, disse que a avó jamais deixou de se preocupar com cada membro de sua família. “Queria sempre o melhor para todos nós. As famílias, todas, têm momentos de divergências, mas, na nossa, vovó, com seu olhar atento e preocupado, nunca deixou que problemas de nenhum tipo nos atingissem. Colocava panos quentes, apaziguava, e quando agia, era sempre pacífica sem deixar de ser objetiva. No meu caso, ela era meu porto seguro e sua partida representa, para mim, para minha mulher e filhos, perda de nossa referência mais importante. Quis muito dizer isso a ela quando viva, mas quando tentava, a voz ficava embargada. Quem sabe um dia haja um nova oportunidade”, disse.
 
Velório aconteceu no salão da Igreja São Judas Tadeu. Sepultamento, com serviços da Funerária Francana, foi realizado no dia 2 de março, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.
 
Josefina Diniz foi sepultada no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras 

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