Delcídio do Amaral pronto para detonar


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A situação está cada vez mais difícil para o PT (Partido dos Trabalhadores), para o ex-presidente Luís Inácio da Silva e sua sucessora Dilma Rousseff. A informação de que o senador Delcídio do Amaral (afastado do PT-MS) — ex-líder do governo que ficou preso por três meses por tentar prejudicar a operação Lava Jato — fechou acordo de delação premiada teve a ação de um verdadeiro tsunami no meio político brasileiro. Por causa das denúncias devastadoras que o parlamentar já fez à Justiça Federal, envolvendo Lula e Dilma, o dia foi de encontros secretos, conversas a portas fechadas e muitos desmentidos. A posição de Delcídio, que se considerou abandonado pelo próprio partido, já vinha sendo esperada, ao contrário de outros elementos presos pela operação, como José Dirceu e João Vaccari Neto, que se mantêm calados mesmo sendo seguidamente condenados pelo juiz Sérgio Moro.
 
A delação de Delcídio poderá ser a alavanca que a Polícia e a Justiça Federal esperam para aprofundar mais as investigações que ainda se encontram centralizadas em Curitiba (PR). Agora, consegue-se o testemunho de alguém bastante próximo do núcleo do poder desde o primeiro mandato petista. E ele coloca em risco todos os esforços do PT e seus aliados para tentar livrar Dilma e Lula do processo. O senador insiste que tanto uma quanto outro tinham pleno conhecimento das irregularidades que começaram na CPI dos Correios. Esta descambou no Mensalão, passando pela Lava Jato que hoje chega à operação Zelotes investigando a venda de medidas provisórias. No entremeio, a compra da Refinaria de Pasadena (EUA). Diante deste último lance, PT, Planalto, ministros e aliados usam como arma apenas o repúdio aos vazamentos das diversas investigações que miram a corrupção em curso no País.
 
Hoje, Delcídio — que foi um dos principais nomes do PT, inclusive como líder do governo Dilma no Senado — torna-se execrado por todos aqueles que o defendiam até há três meses. É apontado como “sem credibilidade” e suas acusações “levianas e vazias”. Resta saber até onde o senador pode ir em sua delação, inclusive se há provas do que ele denuncia. Se tiver, pode ser a chave das celas onde todos aqueles que se aproveitaram de esquemas fraudulentos acabarão encerrados. Delcídio do Amaral, com amplo conhecimento político e jurídico, certamente não iria fazer acusações vazias, sem provas. A gravidade do depoimento inicial deixa claro que o senador tem amplas condições de detonar de vez todos aqueles que se beneficiaram com o pagamento de propinas com o dinheiro desviado dos cofres da Petrobras. Mesmo que sejam o ex-presidente Lula e a atual Dilma.
 
 
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