A Polícia Civil de Franca iniciou as investigações acerca da morte de uma mulher cujo corpo foi encontrado na rodovia vicinal Nelson Nogueira na última quarta. O reconhecimento por parte de familiares foi feito ontem no IML (Instituto Médico Legal) de Franca. Trata-se de Priscila Suelen de Moraes, de 27 anos. Embora a autoria e os motivos do homicídio ainda sejam desconhecidos, a violência empregada chocou a família, já que a vítima apresentava, segundo a perícia, pelo menos 20 perfurações de faca pelo corpo.
Através de investigações, Priscila foi identificada pelo policial Paulo Rodrigues, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). No início da tarde de ontem, ele levou a mãe, Maria Aparecida Moraes, até o IML. No trajeto, ela afirmou que a filha era usuária de drogas e há dois anos havia deixado a casa onde morava, na Vila Nova, e ido parar nas ruas.
Abalada especialmente devido à forma como a filha foi assassinada, Maria Aparecida foi até a DIG acompanhada de uma parente. “Eu não sei quem pode ter feito isso, nem o que aconteceu direito. Foi uma crueldade o que fizeram com minha filha”, disse, antes de questionar o local onde Priscila estava caída, como estava vestida e o que carregava.
Uma cunhada da vítima, que acompanhou Maria Aparecida na especializada, também buscava respostas pelo que teria motivado o homicídio e tantas facadas. Emocionada, relatou o drama de Priscila com as drogas. “(Ela) Era viciada há mais de dez anos e várias vezes tentou abandonar o vício. Ia em casa às vezes, tomava banho, comia, descansava e voltava para as ruas. Dizia que queria sair dessa vida”, contou.
Segundo o delegado Márcio Murari, ainda não há pistas de quem matou Priscila. “Nos próximos dias, familiares serão chamados para prestar depoimento. Também estou no aguardo do laudo do IC (Instituto de Criminalística), que deverá ser encaminhado para a DIG em 30 dias”, disse Murari.
Depois do reconhecimento, o corpo de Priscila Suelen de Moraes foi liberado para a família. Com trabalhos da funerária São Francisco, ela está sendo velada no São Judas. Hoje, às 10 horas, será sepultada no cemitério Santo Agostinho. A vítima deixa duas filhas, de um e oito anos.
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