O grande volume de chuva registrado em Franca, entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta, deixou estragos pela cidade. Árvore derrubada, placas de asfalto arrancadas, buracos abertos nas vias, além de danos em estruturas de concreto, foram algumas das situações encontradas pela manhã de ontem. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o período foi o mais chuvoso do ano, alcançando 40% de todo o volume histórico de março.
“A média história de março, em Franca, é de 195 milímetros e a estação local registrou 77,3 mm de chuva entre a noite de quarta e madrugada de quinta-feira”, disse o meteorologista Marcelo Schneider. “A partir de 50 mm, o volume já é considerado alto e esse montante foi registrado em apenas uma hora: entre as 3 e 4 horas da manhã, horário em que mais choveu na cidade.” Ainda de acordo com Marcelo, os ventos chegaram a 45 quilômetros por hora e, até domingo, as pancadas de chuva deverão continuar aos fins de tarde, com menor intensidade (saiba mais sobre a previsão na página 10A).
O cenário da rua Pará, no Jardim Riviera, chamava atenção de populares que se aglomeraram em torno da cratera que se formou em razão das chuvas. De acordo com a Prefeitura, o alto volume teria rompido uma adutora e danificado outras oito, fazendo com que o asfalto cedesse.
“Ontem (quarta-feira), o asfalto já estava rebaixado. Aí, quando o ônibus passou, ele abaixou mais. Quando ele voltou, o chão não aguentou e um buraco enorme se abriu. Quase que o ônibus ficou. A sorte dele foi que o buraco abriu assim que a roda de trás passou”, disse o pespontador Lucas Ferreira, que mora nas proximidades. “A vizinhança começou a sair para a rua e chamamos os bombeiros. Eles vieram rapidinho e já interditaram a rua.”
Na avenida Antônio Barbosa Filho, o asfalto também não aguentou. Placas se desprenderam e o trânsito ficou parcialmente interditado. Os reparos foram concluídos por volta das 14 horas de ontem.
O Comércio ainda recebeu relatos de falta de energia no Residencial Palermo e transtornos no NGA (Núcleo de Gestão Assistencial). De acordo com a Prefeitura, em virtude do entupimento de calhas, a água que deveria ter escoado invadiu duas áreas do Núcleo sem, no entanto, danificar equipamentos ou interferir no atendimento. “A equipe de limpeza foi acionada para atuar no local”, afirmou a assessoria.
Castelinho
A chuva também causou grandes estragos no Castelinho. Parte do alambrado que cerca a entrada do clube foi derrubada e a estrutura de uma ponte da pista de caminhada, que fica em volta da lagoa, foi danificada. As água também atingiram as quadras de tênis, arrastou protetores de sol e deixou muito lixo acumulado, principalmente nas telas divisórias.
“Duas estruturas utilizadas como comportas precisaram ser abertas devido ao grande volume de água que se encontra na represa. A água também encobriu bancos utilizados pelos pescadores e atingiu duas quadras de vôlei de areia”, afirmou, em nota, a assessoria de imprensa do clube.
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