A cantora paraense se apresenta no Sesi Franca, hoje, 4, às 20 horas, com um show gratuito em homenagem ao centenário do samba, interpretando autores de diversas gerações do gênero, com ênfase para os sambistas de São Paulo.
Com o projeto Sambas, Batuques e Cantorias, em parceria com Paulo Godoy (violão de 7 cordas), Felipe Siles (sanfona), Helinho Guadalupe (Cavaquinho), Koka Pereira (percussão geral) e Ed Encarnação (Bateria), a cantora paraense Railídia apresenta uma pesquisa de repertório de aproximadamente 16 anos.
Em sua apresentação, Railídia passeia de norte a sul do Brasil na homenagem aos velhos bambas, entre eles os paulistas Henricão e Renato Borgomoni e o carioca Buci Moreira e ainda o paraense Kazinho. Entre os contemporâneos, ela traz sambas inéditos da dupla paulista Lincoln Antonio e Walter Garcia e do compositor Douglas Germano, recentemente gravado por Elza Soares e Criolo. Alguns destes sambas fazem parte do primeiro CD de Railídia, “Cangalha”, que será gravado em 2016.
Criado em 2006, o projeto SESI-SP Música oferece ao público apresentações gratuitas de música erudita, popular, nacional e internacional, em todo o Estado de São Paulo. A programação inclui variadas formações musicais, como duos, trios, quartetos, orquestras de câmara e grupos instrumentais. Entre os diversos gêneros contemplados estão blues, jazz, choro, rock, samba, reggae, hip-hop, soul e world music. O objetivo é promover o acesso do trabalhador da indústria e da comunidade às diferentes linguagens para a formação de público e difusão da cultura e da arte musical.
PERFIL
• Railídia
é natural do Estado do Pará, da região do Baixo Amazonas. Viveu a infância na cidade de Altamira, na Transamazônica, mudando-se para a Capital Belém na adolescência para cursar Comunicação Social. Começou a cantar em 1998 nas rodas de samba em São Paulo a partir das “canjas” no Bar do Bilú, no Butantã. Lá, o grupo É do Baú, formado por Chico Médico, Carlão, Helinho Guadalupe, Cebolinha e Roberto Qualidade, reuniam os amantes do samba da cidade em uma das poucas rodas de samba que privilegiava os mestres do gênero como Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulo Vanzolini, Candeia e muitos outros clássicos.
REPERTÓRIO
• Mourão que não cai (Douglas Germano)
• Sandália de Prata (Bebeto di São João e David Correa)
• Covardia (Fernando Szegeri e Danilo Medeiros)
• A Louca (Maurício Tapajós e Aldir Blanc)
• No Meu Canindé (Raul Duarte)
• Chuvinha Malvada (Renato Borgomoni)
• Não faça hora (Caco Velho e Henricão)
• Não tem mais jeito (Maurício Tapajós, Herminio Belo de Carvalho e Elton Medeiros)
• Salve a batucada (Buci Moreira, Carlos de Souza, Chiquinho Salles)
• Segura o Trem (Lincoln Antonio e Walter Garcia)
• Tabareu (Celso Viáfora e Vicente Barreto)
• Saudades do Pará (Kazinho)
• Ditato Antigo (Toniquinho Batuqueiro)
• Ora, Bravo (Henricão)
• Quarta-feira de cinzas (Douglas Germano)
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