E agora Valéria?


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Na coluna publicada dia 17 de dezembro, afirmei que a saída de Valéria Marson do PSDB para se filiar ao PMB foi um péssimo negócio, aposta arriscadíssima. O título foi irônico: Tacada de gênio. #sqn. Com as portas abertas no PSB, PTB, PP e PSD, onde teria grandes chances de ganhar, ela preferiu ir para o desconhecido Partido da Mulher Brasileira. Lembrei das dificuldades que ela teria para atrair candidatos e formar uma chapa forte. “Não é impossível, mas será uma grande surpresa se a aposta de Valéria der certo”, escrevi.
 
O mundo deu voltas mais rápido do que o imaginado e os problemas de Valéria se anteciparam. Hoje, sua permanência no PMB é incerta. Explico. Ela foi convencida a se filiar no novo partido pelo deputado federal Major Olímpio. Ele havia sido eleito pelo PDT em 2014 e decidiu migrar para o PMB, com o objetivo de ajudar a construir o partido na condição de presidente do diretório estadual. Levou com ele aliados da Polícia Militar, como major Brandão, ex-comandante do 15º BPMI, sediado em Franca.
 
O plano consistia em estruturar diretórios municipais para disputar as eleições de outubro. Valéria foi seduzida pelas promessas e embarcou de corpo e alma. 
 
Eis que, de repente, não mais do que de repente, major Olímpio decidiu romper com o PMB, por quebra de acordo, e pulou fora do partido no fim de fevereiro. “Tudo o que me foi prometido, bem como a diversos parlamentares, foi somente para conseguir a filiação partidária, com o consequente fundo partidário e tempo de televisão, numa estratégia ilegal e imoral”, escreveu na carta com o pedido de desfiliação endereçada à presidente nacional do partido.
 
Os padrinhos de Valéria abandonaram o barco. Sem apoios, conseguir os 12 mil votos necessários para fazer um vereador virou “missão impossível”. Ou ela encontra um rumo ou corre o risco de se afundar. Sozinha.


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Janela aberta: O prazo de 30 dias para vereadores trocarem de partidos sem ter problemas com a Justiça Eleitoral começou a correr em fevereiro e vencerá no próximo dia 18. Portanto, os interessados têm apenas mais duas semanas para se decidirem. Avaliam a possibilidade de mudar de legenda Josilvaldo Bahia (PTB), Laercinho (PP), Claudinei da Rocha (PP) e Daniel Radaeli (PMDB).

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A força dos protestos: O grupo de mobilização regional não só conseguiu barrar os dois pedágios previstos para as rodovias que cortam Franca, como também quebrou o galho de Batatais e eliminou a praça de cobrança prevista para a rodovia Altino Arantes. Mais do que isso: forçou a Autovias a se movimentar para iniciar os preparativos de duplicação da Ronan Rocha, entre Patrocínio Paulista e Itirapuã. Prevista no atual contrato de concessão, a obra, que não resultará em pedágio, estava esquecida. Como disse Marco Garcia, “quem não acreditou quebrou a cara”.

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Dúvida cruel: Alguém sabe me dizer por que Sidnei Rocha não convidou Alexandre Ferreira para o casamento de seu filho?
 
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Liberdade de imprensa: A Justiça tem reconhecido o direito da imprensa informar e exercer o jornalismo a respeito de fatos praticados por homens públicos eleitos pela população, que insistem em se julgar acima da lei. O volume de decisões favoráveis ao direito de informar - e criticar - tem sido impressionante, inclusive quando incluídos os recursos apreciados pelo Tribunal de Justiça. 
 
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Coxinhas:
No dia 13, Franca entrará na onda nacional e fará protesto na Concha Acústica contra Dilma Rousseff. Adérmis Marini (PSDB), que não foi visto nas manifestações contra os pedágios, confirmou presença. Vaiar o PT, pode! Mas só o PT. 
 
 
Edson Arantes

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