O zika vírus chegou ao Brasil assustando todo mundo. Infectou mulheres grávidas e causou danos aos bebês. Ele invade o corpo humano depois de deixar o organismo do Aedes Aegypti, (a pronúncia é Edes Egipti) o mesmo mosquito que transmite o vírus da dengue e da febre chikungunya. O Aedes hospeda esses vírus e os introduz em nosso corpo através de sua picada.
O que são vírus?
Vírus são organismos extremamente pequenos que foram descobertos a partir de trabalhos realizados, separadamente, por dois cientistas russos em 1892 e em 1893. Por medirem poucos milímetros de diâmetro, não podem ser visualizados com facilidade. Sendo assim, os estudos nessa área só avançaram depois de 1940, quando surgiram os primeiros microscópios eletrônicos.
Como entram em nós?
Eles entram na corrente sanguínea quando o mosquito Aedes Aegypti pica uma pessoa. E assim viajam pelo nosso corpo, grudando nas células, se replicando, causando problemas graves. Nas mulheres grávidas o zika vírus atravessa a placenta, camada protetora do bebê, e impede que o cérebro deste se desenvolva normalmente. A criança nasce com cabeça pequena. É a chamada microcefalia.
Ele está em Franca
O zika vírus já circula em Franca. A afirmação é do médico infectologista Rubens Pereira dos Santos, do Hospital Regional de Franca. Ele garante que, por se tratar de um vírus em que 80% dos pacientes não apresentam sintomas, e nos outros 20% os sinais são mais fracos e muitas vezes confundidos com a própria dengue, os casos não foram diagnosticados corretamente. “Tenho certeza de que o vírus já está em Franca, só está mal diagnosticado. No ano passado, por enfrentarmos uma epidemia (de dengue), muitos exames deixaram de ser realizados e, por isso, os casos passaram despercebidos.” Até hoje, Franca registrou três casos suspeitos de zika, incluindo o de um homem que morreu em janeiro e está sob apuração, além de sete suspeitos e um confirmado de febre chikungunya.
Sintomas
Os infectologistas afirmam ser complicado diferenciar claramente os três vírus, pois eles exibem sintomas muito semelhantes. No caso do zika, aparecem manchas na pele, coceira e conjuntivite. Na febre chikungunya, a dor articular costuma ser intensa, podendo durar meses e se transformar em uma dor crônica. Já na dengue, febre alta e hemorragias podem ser registradas, embora haja pessoas que são infectadas e nada sentem.
Estado de emergência
Com o avanço rápido no número de casos de zika, a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou estado de emergência pública internacional. Isso poderá acelerar o processo de estudos do vírus. Há um grande esforço dos médicos para descobrir o que exatamente o vírus provoca . Até o fim deste ano já poderemos ter estudos avançados de alguma vacina. Porém, nada disso será suficiente se as pessoas não fizerem a sua parte.
A nossa contribuição
O que podemos fazer? Nós podemos evitar que o Aedes Aegypti prolifere. Ele só prolifera quando as fêmeas depositam seus ovos na água. Em poucos dias milhares de mosquitos estão voando ao nosso redor. As fêmeas depositam seus ovos em águas paradas, o que significa qualquer pocinha encontrada em nossos quintais, jardins, e mesmo dentro de nossas casas. Crianças podem ajudar alertando os pais para o perigo que representa água parada. E também virando, elas próprias, as vasilhas cheias de água que encontrarem pelo caminho. Porque uma coisa é certa: se acabarmos com o Aedes, estaremos acabando com a dengue, a zika e a chikunguya. Estes vírus não sobrevivem sozinhos. Eles só vivem no corpo do Aedes e dele passa ao nosso. Faça a sua parte. Não deixe água parada em sua casa de jeito nenhum. Se não colaborar, a vítima pode ser você, seus familiares, seus amigos...
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.