Interpretar um tipo mau-caráter não é problema para o ator Diego Montez. Seu terceiro vilão na TV, o ambicioso Tomás, de Cúmplices de um Resgate (SBT), deve mostrar as garras nos próximos capítulos da novela. “Diferentemente dos meus outros vilões, o Tomás é mais velho, sarcástico e está esperando o momento certo para dar uma grande cartada.”
Filho do apresentador Wagner Montes e da atriz Sônia Lima, o jovem ator cresceu nos bastidores da emissora de Silvio Santos. “Meus pais são os meus oráculos, me apoiam em tudo o que eu preciso e são os meus maiores fãs. Não perdem nada do que eu faço.”
Isso inclui estar na primeira fila dos espetáculos musicais em que Montez tem atuado. “O teatro musical é a minha paixão desde o início da carreira. No ano passado, pude interpretar Sidney Magal e Ney Matogrosso na turnê de Chacrinha - o Musical. Foi uma grande responsabilidade”, conta ele, que também está na versão brasileira de Wicked, que estreou em em São Paulo. “Trabalho muito, mas consigo conciliar os ensaios de segunda a sábado, das 10h às 18h, com as gravações da novela. O SBT é muito organizado nesse sentido, e isso possibilita que o ator esteja em dois trabalhos ao mesmo tempo.”
Em Cúmplices, Tomás é comparsa da megera Safira (Dani Moreno), de quem foi colecionando os podres e segredos a fim de chantageá-la para conseguir o cargo de diretor financeiro da On Enterprise. “Ele consegue passar uma rasteira na chefe, ganha a confiança do dono da empresa, o Otávio [Duda Nagle], e, claro, poderoso, corta as asinhas do estilista Fred [Thiago Amaral]”, adianta o ator.
Mas Montez afirma que, responsável pela situação financeira da empresa, Tomás vai querer mais. “Ainda não sei se ele vai desviar dinheiro, pois precisa entrar no jogo do Otávio, saber como agir sem ser pego. O cargo de diretor é pouco para ele.”
Montez fez sua estreia na TV em Amor e Revolução (SBT, 2011-2012) e, depois, foi para a Record, fazer o mau-caráter Murilo, em Rebelde (2011-2012). Ainda ficou no canal para viver o preconceituoso Rick, de Dona Xepa (2013). “Lembro que, em Rebelde, senti esse carinho que o público infantojuvenil tinha pela novela. São fãs que acompanham e querem saber tudo de todos os atores. Com Cúmplices também é assim, e isso é muito gostoso”, fala. “Agora, na minha volta ao SBT, reencontrei colegas da produção, gente que estava na emissora quando eu tinha 17 anos. Aqui existe um clima familiar que é ótimo. Além disso, voltei a trabalhar com a Dani Moreno. Estreamos juntos em Amor e Revolução, completa.
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