‘Quem não acreditou quebrou a cara’, diz vereador sobre protestos


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O presidente da Câmara, vereador Marco Garcia (PPS), em discurso no plenário: ‘Não, meu caro Alexandre, não somos baderneiros’
O presidente da Câmara, vereador Marco Garcia (PPS), em discurso no plenário: ‘Não, meu caro Alexandre, não somos baderneiros’
A sessão de ontem da Câmara teve produtividade zero. Os três únicos projetos de lei que constavam da pauta de votação foram adiados, entre eles, o que previa multa para quem não eliminar criadouros do mosquito da dengue e o que pretendia mudar o horário das sessões. O marasmo da reunião foi quebrado com um discurso ácido do presidente Marco Garcia (PPS). O tema foi a polêmica dos pedágios. Ele fez críticas a vereadores e ao prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), de quem foi líder no ano passado.
 
Garcia é um dos coordenadores do grupo de mobilização regional contra os pedágios. Esteve na linha de frente das reuniões preparatórias e dos protestos. Com o anúncio do cancelamento das praças de cobrança, ele foi à tribuna, ontem, e afirmou que o recuo do governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi uma vitória da sociedade. “Aqueles que não acreditaram quebraram a cara.”
 
Garcia deu nome aos bois. Primeiro, criticou os vereadores Cordeiro (PSB) e Adérmis Marini (PSDB), que votaram contra a moção de repúdio ao governador, que pretendia instalar os pedágios sem que as rodovias recebessem investimentos. “Adérmis, a moção foi a chave que abriu as portas do Palácio dos Bandeirantes para o governador nos receber. Se a Câmara tivesse adiado a moção por seis sessões, como o Cordeiro queria, o pesadelo dos pedágios estaria rondando nossas cabeças até agora.”
 
O presidente da Câmara também não poupou o prefeito. Durante entrega das casas do Programa Minha Casa, Minha Vida, há duas semanas, Alexandre Ferreira (PSDB) se referiu aos protestos que fecharam as rodovias como atos irresponsáveis. “Vamos conversar frente a frente de maneira civilizada, sem fazer confusão, sem fazer bagunça nas rodovias”, sugeriu o prefeito, que levou o troco. “Não, meu caro Alexandre, não somos baderneiros. Baderna, quem fez foi o PSDB durante as prévias visando às eleições para a Prefeitura de São Paulo, onde saíram tapas, pontapés e xingamentos. Nossos protestos foram pacíficos, ordeiros e amparado pela Constituição Federal.”
 
Garcia ainda ironizou uma eventual prévia entre Alexandre e Sidnei Rocha. “Será que a prévia entre eles seria tranquila ou hostil?”
 
O discurso do presidente durou dez minutos. Ao contrário do que normalmente acontece, nenhum vereador pediu apartes, todos ficaram em silêncio. Era a deixa que Marco queria. “Aqueles que falaram que nós não iríamos conseguir barrar os pedágios, certamente, hoje podem estar envergonhados.”
 

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