Patrões estudam pedido de sapateiros


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Sapateiros definiram pauta de reivindicações em assembleia no mês passado; reunião foi comandada pelo novo presidente da entidade, Sebastião Ronaldo
Sapateiros definiram pauta de reivindicações em assembleia no mês passado; reunião foi comandada pelo novo presidente da entidade, Sebastião Ronaldo
A proposta de reajuste dos sapateiros já está nas mãos do sindicato patronal, Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), que analisa o pedido de aumento de 25% nos salários. Apesar de ainda não ter definições sobre as reivindicações da categoria, o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, comentou a reivindicação dos trabalhadores. “É até natural que eles façam essa proposta, mas ela é desproporcional com a situação que vivemos no Brasil. Não é possível esse valor, eles sabem disso”, afirmou Brigagão. 
 
Segundo ele, a pauta de reivindicações ainda será discutida com a diretoria do Sindifranca, para analisar os números da economia brasileira, o nível de reajuste da categoria no Estado de São Paulo e de outros setores. “O último Caged foi positivo, com admissão de 1.371 funcionários, mas existem mais de 11 mil funcionários desempregados. Existe uma recessão que reflete no setor calçadista, então temos que analisar os pontos positivos e negativos”, explicou o presidente do Sindifranca. 
 
Ainda será estabelecido um cronograma de negociações, mas, amanhã, será feita uma reunião no Ministério do Trabalho com a direção do sindicato da categoria, para assegurar a data-base, que é dia 1º de março.
 
O representante dos trabalhadores, Sebastião Ronaldo, presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, tem consciência de que o índice de 25% não deva ser alcançado, mas a entidade deve lutar por um valor o mais próximo possível desse proposto. “A inflação e o custo de vida têm aumentado muito. Não vamos conseguir os 25%, mas vamos negociar um número que satisfaça as necessidades dos trabalhadores.”
 
O presidente estará na reunião do Ministério do Trabalho, nesta quinta-feira, e disse que só acontecerão assembleias depois que os patrões apresentarem suas propostas.
 
Além do aumento salarial, os sapateiros também pedem o fim das horas extras, melhoria no abono escolar e cesta básica. “A hora extra é trocada por folga, mas as empresas tiram proveito disso, porque não é o trabalhador que escolhe: a folga é quando a empresa não tem serviço”, explicou Sebastião Ronaldo. A pauta também reivindica uma PLR (Participação de Lucros e Resultados) de 220 horas, que atualmente é de 98 horas.
 
Servidores municipais
A reivindicação dos servidores públicos municipais, de 14,28% de aumento, também já foi protocolada na Prefeitura.
 
Esse índice contempla 11,28% de reposição da inflação e aumento real de 3%. A categoria pede também reajuste do abono escolar de R$ 276 e cartão alimentação de R$ 550. Os valores foram definidas em assembleia em fevereiro. Já as pautas sociais envolvem licença prêmio, faltas abonadas e redução de jornada de 40 para 30 horas semanais para os servidores da Saúde. 
 
O presidente do Sindicato dos Servidores, Luís Fernando Nascimento, acredita que neste ano as negociações serão “mais brandas” que no ano passado, quando a categoria entrou em greve. “Vão ser mais promissoras, acho que o prefeito vai nos ouvir e nos atender”, afirmou.
 
O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) disse que as propostas serão estudadas pela administração. “É um pedido normal, tranquilo. Estamos abertos ao diálogo para que possamos resolver de uma maneira mais tranquila, que não exceda os valores éticos e, principalmente, não cause um desconforto para o servidor”, disse.
 

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