Com 40 casos confirmados de dengue e outros 1.267 suspeitos em Franca, apenas nesses dois primeiros meses do ano, o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” aumentou consideravelmente seu consumo de soro para uso venoso, utilizado no tratamento de pacientes com a doença ou sob suspeita. “A demanda do pronto-socorro, que atende a grande maioria dos casos em Franca, triplicou nas últimas duas semanas de fevereiro”, afirmou a secretária de Saúde, Rosane Moscardini.
“Habitualmente, 6 mil frascos desse medicamento são usados por mês no local mas, nesse período, 9 mil unidades foram solicitadas”, disse a diretora da farmácia do PS, Cláudia Alonso. Ainda segundo a diretora, observando o avanço dos números de casos de dengue no ano passado, o aumento na demanda por soro era esperada e, por isso, um estoque foi sendo construído no fim de 2015.
“É o que tem nos ajudado agora. Como o consumo de soro parece estar aumentando no Brasil inteiro, as entregas começaram a atrasar. A empresa licitada demorou mais de 20 dias para nos entregar a última remessa, que não veio completa. O contrato previa a entrega após cinco dias. Por isso, estamos rescindindo o contrato com esta empresa e convocando a segunda colocada”, disse Cláudia. Até a última sexta-feira, o pronto-socorro contava com 30 mil frascos no estoque de sua farmácia.
Mobilização
Os casos confirmados e suspeitos de dengue aumentaram vertiginosamente em 2015. De acordo com dados da secretaria de Saúde, em 2014, a cidade registrou 234 casos confirmados e 510 suspeitos. Em 2015, foram 1.756 confirmados ante 2.317 suspeitos. Neste ano, apenas nos dois primeiros meses, já constam 40 confirmações (29 contraídos em Franca e 11 importados), além de 1.267 suspeitas.
Com este salto, a Vigilância em Saúde e a população têm se unido em ações voltadas para a eliminação de criadouro do mosquito Aedes aegypti - responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zika vírus - e conscientização da comunidade. Desde o último dia 30 de janeiro, arrastões estão ocorrendo aos sábados pelos bairros e já foi utilizado nesta luta até mesmo um drone para captar imagens aéreas de locais de pouca acessibilidade.
“A adesão da população é muito importante e estamos tendo, ainda, o apoio do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil”, disse o chefe da Vigilância, José Conrado Netto. “Esse trabalho de campo tem sido essencial para a eliminação dos criadouros do mosquito”, completou.
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