Morreu Brígida Comparini, companheira, ponto de equilíbrio, mãe, sobretudo


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Hoje haverá Missa de Sétimo Dia por intenção da alma de Brígida Comparini, na Capelinha, 29 horas
Hoje haverá Missa de Sétimo Dia por intenção da alma de Brígida Comparini, na Capelinha, 29 horas
Morreu em sua casa, 10h30 do dia 25, a senhora Brígida Vardelli Comparini. Tinha 64 anos. Cumpria suas rotinas de dona de casa quando, sem qualquer sintoma que pudesse indicar problemas cardíacos, foi acometida por infarto fulminante do miocárdio. Há alguns anos, quando residia em Santo André, Brígida foi hospitalizada com forte crise hipertensiva. Cuidada, passou a conviver com medi-cações de uso contínuo e não voltou a sofrer com o problema. Os paramédicos chamados a dar-lhe socorro no dia 25, depois de infrutíferas manobras de ressuscitação, descartaram ocorrência hipertensiva e registraram evidências de infarto agudo, depois confirmado na certidão de óbito.
 
Ela e o marido, Roberto Comparini (metalúrgico que trabalhou e se aposentou na TRW, empresa mundial de equipamentos de segurança para veículos, estabelecida em Diadema, São Paulo; e que, por sua especialização ainda continua atuando na empresa), são francanos. Mudaram-se para Santo André logo após o casamento realizado em Franca. Lá nasceram os filhos Ricardo e Roberto Filho. 
 
A família, por força da a-tuação de seus integrantes, sempre se adaptou para estar perto. Começou com Roberto, filho que se tornou futebolista atuando nas categorias de base do clube Santo André. Quando tinha 17 anos, foi profissionalizado. Convidado a atuar pela A.A. Francana, veio para Franca em 2002. ‘Mamãe não pensou duas vezes. Entendeu que eu iria preci-sar dela por perto, e resolveu mudar para cá. A decisão foi familiar. Meu pai, esportista nato, e meu irmão, professor de matemática também vie-ram, todos certos de que, nesta cidade, estaríamos também mais distantes da 
violência da capital’, disse Roberto.
 
Foi uma decisão difícil, mas apoiar o filho mais novo que iniciava profissionalização falou mais alto. ‘Papai e meu irmão passaram a viajar toda semana. Mesmo aposentado, os líderes da empresa onde trabalhou não abriram mão de suas especialidades. Meu irmão tinha aulas a dar em Santo André. Mamãe, jeito todo seu de ser e de nos amar, dizia sempre que o fato de ter o marido e um dos filhos viajando sempre, significava ter saudade, e que isso se resolvia a cada novo final de semana’, disse o filho.
 
Não era raro ver a família inteira, reunida, no Lanchão, aos domingos de quase cinco anos, aplaudindo o filho fubebolista. Aliás, Roberto, pai, foi mais longe: tornou-se diretor do clube. “Foi sempre bonito ver gente da imprensa o considerando gente do bem, sempre pronto a harmonizar decisões e a contribuir, com sua forma ética de ser, para a solução de problemas”, considerou Roberto, filho.
 
Brígida, como a “um anjo bom”, sempre apoiou as decisões dos homens da família. Também os ‘pegou no colo’ quando foi necessário. “Nenhuma mu-lher quer os seus longe de si. Mamãe sempre respeitou nossas atividades profissio-nais. Ficou claro para mim quando, depois de três cirurgias de joelho, tive que abandonar o futebol. Na última, atingido por infecção que poderia me complicar a perna, e sabedor que minha carreira tinha terminado, acordei e a vi sentada a meu lado. Soube, depois, que não tinha se afastado um único minuto de mim, o filho mais novo submetido a pesadas decisões de vida. Ela era assim, e não apenas comigo. Papai e meu irmão sabem do que falo”, completou Roberto Filho.
 
“Minha mulher era meus dois braços e minhas duas pernas. Comandava tudo da vida da família. Fiquei sem minha companheira de 52 anos, 42 de casados, 10 de namoro e noivado. Nos co-nhecemos como estudantes do EETC. Trabalhamos juntos na antiga fábrica Brimato, depois Emmanuel. Agora, sem ela, vou fazer o que me ensinou. Vou cozinhar, lavar roupas, passar, meus filhos junto, como ela sempre desejou que fosse. Vamos honrar sua memória”, disse Roberto, pai.
 
Brígida foi velada no São Vicente de Paulo e sepultada dia 26, no Cemitério Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária Nova Franca. Hoje, às 19 horas, será celebrada missa de Sétimo Dia por intenção de sua alma, na Capelinha.

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