O PT, perdido no olho do furacão, foi alvo de outro panelaço, esta semana. Aconteceu quando, no rádio e televisão fez a defesa do ex-presidente Lula.
O bater de panelas que, na Argentina, derrubou o presidente Fernando de La Rúa, em 2001, demonstra, no Brasil, a insatisfação contra Lula, Dilma e seus governos.
Diante desse tipo de protesto, a presidente deixou de fazer pronunciamentos como os do Dia do Trabalho e de final de ano. Ainda assim, quando menos se espera, lá está o barulhaço reprovador.
O país já vinha escandalizado com a sucessão de malfeitos de políticos e figuras do governo que desviavam finalidades de recursos públicos destinados à saúde, educação e outros serviços básicos.
A revelação do Mensalão, que resultou na prisão de líderes do PT e partidos aliados, condenados pelo STF em razão do foro especial, foi o começo da desconstrução da imagem de ‘único honesto’ que o PT cultivou desde sua fundação.
Com o Petrolão, que ainda tem muito a apurar, a autocriada imagem de repositório da moralidade pública acabou de se liquidar.
O partido vive os priores dias de seus 36 anos de existência. Os partidos que a seu lado formam, também estão manchados.
A Operação Lava Jato apura crimes cometidos nos escaninhos do poder, pode até derrubar o governo. É o resultado de ações muito bem engendradas.
Continuidade até a identificação do último elo da nefasta corrente, é imperativo nacional.
Os partidos políticos precisam ter forma consistente de vida e gestão. Campanhas eleitorais devem ter meios de custeio que não esbarrem no Código Penal.
Governos têm de abandonar o expediente de cooptar perdedores para com eles formar a maioria parlamentar fisiológica que hoje turva a imagem da classe política nacional.
No dia que tudo isso for concretizado, acabarão os panelaços. Com certeza...
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista
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