Morreu Ana Roza Monteiro da Silva, mãe e avó inesquecível


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Ana Roza da Silva foi sepultada ontem, sábado, no Cemitério Santo Agostinho
Ana Roza da Silva foi sepultada ontem, sábado, no Cemitério Santo Agostinho
Morreu às 6h30 da quinta-feira, dia 26, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhor Ana Roza Monteiro da Silva, aos 75 anos. Foi internada na UTI do hospital no dia 19, acometida de fortíssima crise respiratória. Utiliza-se de marca-passo há 20 anos e era portadora da doença de Chagas. Esses problemas de saúde lhe roubaram muito do vigor físico. Ao ser atingida por crise respiratória aguda e infecção urinária também constada, seu quadro cardíaco piorou e ela não resistiu.
 
Nasceu em Itirapuã (SP), filha de lavradores que trabalhavam em propriedades rurais da região. Sabedores que a cidade de Guará (SP) estava oferecendo boas oportunidades de trabalho e de remuneração, mudaram-se.
 
Lá, um pedregulhense, Antônio Ribeiro da Silva, cuidava de máquina de be-neficiamento de arroz que atendia boa parte da produção regional. Ana o co-nheceu, se gostaram e decidiram enfrentar a vida juntos. Foram para São Paulo. Na capital, Antônio se empregou na Zona Cerealista do Brás e Mooca, como carregador e descarregador de caminhões. Ana cuidava da casa e dos filhos que tiveram, Marco Antônio (casado com Ana Scheila) e Edilamar.
 
‘Papai e mamãe se amavam e se respeitavam. Havia grande dificuldade para enfrentar as necessidades da vida, da família, mas conviveram sempre em perfeita harmonia. Nunca os vi discutindo. Sempre tivemos dela, exemplos continuados de força e coragem perante problemas’, disse Marco Antônio.
 
Viveram em São Paulo entre 1966 e 1984. ‘Papai sofreu um queda quando carregava um caminhão e sofreu lesão na coluna. Foi preciso que se afastasse de trabalhos pesados. A situação se complicou e nossa família, de novo, decidiu se mudar quando ele recebeu convite para cuidar de chácara, em Franca’, disse o filho.
 
‘Fixamos residência no Parque São Jorge. Mamãe cuidava de nós e papai se dirigia à chácara todos os dias. A lesão na coluna voltou a incomodá-lo e, mais uma vez, foi preciso mudar de trabalho. Empregou-se como caleiro no Curtume Della Torre e, na sequência, no Curtume Bella Vista, onde atuou até a aposentadoria’, disse Marco. Em casa, Ana Roza continuava dedicada a proporcionar tranquilidade para o marido e os filhos.
 
De enlaces dos filhos, nasceram sete netos (Lucas, Bianca, Giovana, Lauana, Laura, Pedro e Antônio) e uma bisneta, Rafaela. ‘Mamãe, viúva, problemas de saúde se agravando, jamais deixou de ser mãe, avó e bisavó. Sorria sempre, podia-se contar com ela em quaisquer oportunidades. Olhou também sobrinhos para que os pais trabalhassem. Foi sempre nosso ponto de apoio e tranquilidade. Religiosa, integrou a Igreja do Evangelho Quadrangular da Estação e, depois, a Visão de Deus, na avenida Brasil. Fez amizades duradouras que a acompanharam até o final de sua vida’, observou o filho.
 
Sobre legados, boa herança, Marco Antônio voltou a falar sobre as lições de trabalho duro para atingir objetivos que a família viveu, mas ressaltou que, de forma especial, não há como esquecer a preocupação da mãe para que os filhos estudassem. ‘Não fomos à universidade, mas alcançamos em cursos técnicos as habilidades que hoje garantem a mim e à minha irmã, trabalharmos para nosso sustento. Aliás, não posso deixar de reconhecer minha irmã como determinante para garantir qualidade de vida a papai e mamãe, já que abriu de muitas coisas para cuidar deles’, disse Marco.
 
O velório de Ana Roza foi realizado no São Vicente de Paulo. Compareceram seus irmãos de fé evangélica, familiares e amigos. Os pastores Sebastião e Gláucio, da igreja Visão de Deus, oraram por ela. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu no Cemitério Santo Agostinho ontem, dia 27, 10 horas.

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