Franca, uma cidade sem memória (I)


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Um povo sem memória é um povo sem história. Essa frase atribuída a Chico de Assis chama a atenção para a importância de passar de geração para geração locais e fatos que mantêm vivas essas lembranças. O povo europeu cuida disso como uma obrigação, mas no Brasil o mesmo não acontece com tal intensidade, e na nossa Franca, então, tudo vai sendo esquecido, deixando as gerações seguintes sem conhecer o que existiu de belo e importante na sua terra. Já nem vou falar do maior absurdo que fizeram ao demolir o antigo e imponente Hotel Francano, que podia ter sido restaurado, com um jardim que o rodeasse por completo. Ainda mais recentemente, na administração municipal anterior, deixaram de conservar outro local histórico, o prédio da AEC, de uma estrutura arquitetônica de primeira e que foi palco de eventos memoráveis e local onde tantos casais se conheceram. Falo do Museu Histórico José Chiachiri, que carece de uma reforma completa e continua no abandono. Tem lá até um calhambeque doado pela Família Presotto, e que fica escondido numa área fechada ao lado do prédio. E o Museu da Imagem e do Som, que leva o nome de Bonaventura Cariolato, virou simplesmente uma salinha sem absolutamente nada, escondido na Casa da Cultura. Num próximo comentário, vou falar pontualmente sobre isso, já que não existe no MIS qualquer registro de pessoas que fizeram e fazem a história desta cidade, incluindo os que já se foram e nada ficou gravado. Quem passou anteriormente por lá fez alguma coisa neste sentido? Se fizeram, onde está ou quem destruiu? Aguardem o próximo capítulo. 

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