Muitos dos que assistem a novelas que dizem espíritas, sem que conheçam o Espiritismo, costumam carregar consigo sérias dúvidas. Por exemplo: reencarnamos sempre nas mesmas situações? Os problemas familiares se repetirão na vida futura? As respostas, as teriam na Doutrina Espírita: aqueles que se vinculam são, entre si, antigos credores ou devedores, de tal forma que a reunião em família lhes representa misericordiosa oportunidade de resgate, reconciliação e aprendizado de amor. Outra razão do reagrupamento no âmbito da consanguinidade é a atração afetiva, isto é, por tanto se amarem desde encarnações anteriores, atraem-se para novas experiências evolutivas.
Mas, não só por isso. Há também os que se unem por interesses materiais, por atração física. Cessados os motivos que os uniram, a união se desfaz e cada um vai para um lado, rompendo-se-lhes completamente o vínculo, moralmente nulo, mantendo-se apenas a ligação dos filhos, geralmente com a mãe, a quem cabe educá-los.
Posto que a afinidade decorre da semelhança de gostos e inclinações, bem poderíamos exemplificar, dizendo que são afins os membros de uma família de matemáticos, de uma família de músicos... É pelos mesmos motivos que todos nos achamos ligados aos espíritos que pensam e agem como nós.
Na formação familiar, contudo, há exceções. Assim, em família formada por elementos afins, um ou outro não cultiva a mesma visão de vida dos demais, mas ali renasce para educar-se. Outra realidade é aquela em que, para cumprimento do processo de resgate de seus débitos, espíritos renascerem juntos, mas em papéis invertidos. Por exemplo, filhos vêm pais, pais se fazem filhos, segundo a suprema finalidade da lei de evolução. É assim também no contexto social, porque a sociedade é uma grande família!
Não obstante, o que importa para as Leis Divinas não é a posição que ocupamos no grupo, e sim, se cooperamos para o progresso moral de todos.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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