Com o semblante aparentemente calmo, apesar de ser um dos suspeitos da morte da mulher, Etiene Josefa de Arruda Coelho, de 33 anos, o pedreiro Carlos Euardo Coelho, de 35 anos, recebeu ontem a reportagem do Comércio. Acompanhado do irmão, Luís Fabiano Coelho, e de sua advogada, Kátia Teixeira Viegas, ele falou do último dia de vida da dona de casa, o início do relacionamento e o desejo de adotar um filho. Antes, negou ser o responsável por desferir os dois golpes de picareta que culminaram na morte da mulher. “Eu não faria isso, nunca. Não faço a mínima ideia do que pode ter acontecido”, explicou.
Segundo Carlos Eduardo, que encontrou o corpo no quintal da chácara onde o casal morava, ele viu a mulher com vida pela última vez logo após o almoço, quando retornou ao trabalho. “Foi um dia normal. Saí para trabalhar e voltei no horário do almoço. Estávamos com um processo de adoção e, logo de manhã, recebemos uma mensagem da advogada. Uma assistente deveria nos visitar em breve para realizar um estudo social e analisar se poderíamos prosseguir com o processo. Deixei ela feliz, limpando a casa e se preparando para a visita”, disse.
Por volta das 12 horas da terça-feira, ele deixou a chácara, de moto. Não falou mais com Etiene. “A última vez que ela visualizou o whatsapp foi às 12h27. Cheguei a mandar mensagens após às 13 horas, mas ela não viu mais”, contou.
Segundo seu relato, ele teria retornado para casa apenas por volta das 17 horas, quando estranhou a caixa d’água estar vazando. “Assim que notei que ela estava caída, enxerguei sangue e senti ela bastante gelada. O celular na chácara não pega bem. Tentei ligar para a Polícia, mas a ligação não completou. A primeira ligação que consegui foi para o meu cunhado”, disse.
No dia do crime, o cunhado de Carlos Eduardo, Luiz Fernando Rocha, declarou que foi ele o responsável por ligar para o SAMU e, a pedido da médica que realizou o atendimento, teria conferido o pulso da vítima e virado o corpo, constatar a morte.
“Desde o momento que cheguei e vi a minha esposa morta estou a base de remédios. Não sou o responsável pelo crime e não faço a menor ideia de quem pode ter cometido essa barbaridade”, afirmou Carlos Eduardo.
O crime é um mistério. Não foram encontradas marcas de arrombamento e nenhum produto foi levado do imóvel.
O corpo de Etiene foi sepultado em Guaíra (SP), cidade de seus familiares. Carlos Eduardo esteve presente e participou da cerimônia.
Bom relacionamento
O casal estava junto há 8 anos. Eles se conheceram em Guaíra (SP), quando o pedreiro realizou um serviço na cidade. Logo depois, ela se mudou para Franca e, dentro de um ano, os dois já estavam casados.
O relacionamento, segundo Carlos Eduardo, era totalmente normal, sem ciúme excessivo e brigas exageradas. “Tínhamos um ótimo relacionamento. Brigávamos como qualquer casal normal, mas nos amávamos muito. Ela queria um filho e estávamos tentando a adoção.”
Questionado sobre traições, o pedreiro negou qualquer tipo de relacionamento extraconjugal, tanto por parte dele como da mulher. O casal morava na chácara onde aconteceu o assassinato há 4 anos.
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