Homicídio de dona de casa pode ser crime passional


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Arma do crime, uma picareta, foi encontrada a uns três metros de onde o corpo foi localizado
Arma do crime, uma picareta, foi encontrada a uns três metros de onde o corpo foi localizado
O assassinato da dona de casa Etiene Josefa de Arruda Coelho, de 33 anos, encontrada morta na tarde da última terça-feira, no jardim da chácara onde morava, próximo ao Parque Universitário, pode ter tido motivação passional. De acordo com o delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), essa possibilidade está sendo investigada. Inicialmente, assim como outras pessoas que faziam parte do convívio da vítima, seu marido, Carlos Eduardo Coelho, de 35 anos, responsável por encontrar o corpo dela, também figura como suspeito.
 
“Já começamos as investigações e não descartamos a possibilidade de crime passional. Em um primeiro momento, no Plantão, logo após o registro do crime, o marido foi ouvido e negou qualquer participação. Ele, assim como outros familiares e testemunhas, também será ouvido por nós. Nessa etapa não descartamos nenhum suspeito”, disse.
 
O corpo da dona de casa, que preliminarmente apresentava dois grandes ferimentos, um na cabeça e outro no ombro, passou por exames no IML (Instituto Médico Legal) de Franca e o laudo deve sair em 30 dias. O celular da vítima também foi apreendido e encaminhado para a Perícia.
 
Etiene Coelho foi encontrada caída, sem vida, no quintal do imóvel em que morava com o marido. Os dois eram casados há sete anos e não possuíam filhos. No momento em que encontrou a mulher, o pedreiro ligou para o cunhado que, somente quando chegou no local, ligou para o SAMU. Assim que a morte da dona de casa foi confirmada, com a ajuda da médica que atendeu a ligação, a Polícia foi acionada. 
 
A vítima, que possui familiares em Guaíra (SP), foi sepultada no Cemitério Municipal da cidade.
 
Inocente
Ontem, a reportagem tentou falar com o marido da vítima, Carlos Eduardo Coelho. De acordo com a advogada dele, Kátia Teixeira Viegas, ele encontra-se em choque e a base de sedativos e, por isso, não poderia falar sobre o caso. Apesar disso, a advogada declarou que conversou com ele, assim como familiares e pessoas que estiveram na chácara na tarde do crime e garantiu: Ele é inocente. 
 
“Ele está dopado desde o momento em que o SAMU chegou no local. Por isso não é possível falar com ele. No entanto, ele quer muito contar o que aconteceu e que é inocente. Ele está revoltado com essa situação, pois sente que perdeu a mulher da vida dele e ainda está sendo acusado de matá-la e não tem nada que prove isso. Não tem nenhum indício material de autoria por parte dele”, comentou. 
 
 

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