O desemprego preocupa autoridades governamentais em todo o mundo. A escassez de postos de trabalho pode ser explicada, em parte, pela substituição de parcela de mão de obra por máquinas. Algumas carreiras foram extintas. Pessoas com baixa qualificação têm encontrado dificuldades para manterem-se empregadas.
Segundo organismos internacionais, são 850 milhões de pessoas desempregadas, e não apenas nos países em desenvolvimento. Atinge os Estados Unidos, a Europa e as nações mais populosas da Ásia.
O Brasil vinha convivendo com a crise, mas mantinha números positivos em relação a emprego. Nos dois últimos anos, as estatísticas mostraramm índice crescente de desocupação, alimentado pela crise econômica e política.
Segundo previsões da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o desemprego no Brasil atinge quase um quinto da população com idades entre 15 e 24 anos, acima da média mundial de 13,1% como atesta o estudo ‘Tendências mundiais do emprego de jovens no mundo’.
Preocupado com a situação do jovem e sua inserção no mercado de trabalho, o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) desenvolve o programa Aprendiz Legal, em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Insere jovens de 14 a 24 anos no mundo do trabalho, por meio da aprendizagem. A formação se dá pela capacitação prática nas empresas, entidades e órgãos públicos, e, uma vez por semana, em aulas teóricas
Para grandes e médias empresas, o programa auxilia no cumprimento da Lei da Aprendizagem (número 10.097, de 2000), que determina contratação de cotas de aprendizes entre 5% e 15% do número de colaboradores.
O Aprendiz Legal combate, portanto, dois perniciosos problemas que afastam os jovens do mercado do trabalho: ajuda na qualificação e diminui índices de desemprego, auxiliando diretamente no exercício da cidadania e no desenvolvimento da nação.
Luiz Gonzaga Bertelli - Presidente do Conselho de Administração do CIEE e da APH (Academia Paulista de História).
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