O primeiro francano com suspeita de ter contraído zika não teve a doença confirmada. Ele morreu em janeiro após ter sintomas da síndrome Guillain-Barré, que é associada ao vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
A secretária Municipal de Saúde, Rosane Moscardini, informou em entrevista ao Comércio que a declaração de óbito do corretor Joaquim Pedro Farias, de 52 anos, não confirmou o vírus zika. “Foi descartado pelos médicos e pela Vigilância Epidemiológica a associação com o vírus zika”, afirmou Rosane Moscardini.
Segundo a secretária, o resultado dos exames feitos pelo Instituto Adolf Lutz saiu na terça-feira e a causa da morte foi definida como síndrome de Guillain-Barré associada a uma pneumonia, que resultou em uma septicemia (infecção generalizada). Joaquim morreu no dia 22 de janeiro, na Santa Casa de Franca.
Na ocasião, o diretor de Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, confirmou que o homem era o primeiro caso suspeito de ter contraído o zika vírus em Franca, já que a síndrome é uma das consequências da doença transmitida pelo Aedes aegypti.
Rosane Moscardini também afirmou que um documento recente da Secretaria Estadual de Saúde mostra que o vírus zika não está circulando na cidade de Franca. “Nós tínhamos três casos de zika (incluindo o de Joaquim), todos foram descartados tanto pelo médico da Vigilância quanto pelo resultado sorológico. Até o momento não temos nenhum suspeito de zika”, disse.
A doença
O zika vírus pode provocar a síndrome de Guillain-Barré. Trata-se de uma doença neurológica caracterizada por fraqueza progressiva nas pernas e paralisia muscular.
A doença costuma evoluir rapidamente, atinge o ponto máximo de gravidade por volta da segunda ou terceira semana e depois regride. O vírus também tem sido associado à microcefalia, em que o cérebro e o crânio do recém-nascido são menores que o normal.
Dengue
As suspeitas de dengue continuam subindo na cidade e já ultrapassam os mil casos. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, até agora são 1.114 suspeitas da doença. Em relação aos confirmados, são 39 casos, sendo 11 importados. Também já foram entregues outros 11 resultados negativos.
Em relação à febre chikungunya, são 8 suspeitos e 3 importados confirmados.
“Estamos numa situação de epidemia e alerta, é um número grande de notificações da dengue em relação ao ano passado”, disse a secretária. No ano passado, Franca teve uma epidemia histórica, com mais de 1,5 mil casos de dengue confirmados.
Prevenção
Com objetivo de eliminar o mosquito transmissor, um comitê de mobilização, que foi instituído na Secretaria Municipal de Saúde, organiza ações de conscientização, prevenção e eliminação de criadouros junto com a sociedade civil.
Ações de bloqueios de criadouros em casas e arrastões da limpeza estão entre as ações para combater a dengue. A secretária também garantiu que existe uma rede estruturada para assistência e atendimento a pacientes.
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