Morreu no domingo, dia 21, às 18h45, no Hospital do Coração da Fundação Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Josefina Blandina de Jesus, aos 88 anos. Em outubro do ano passado, teve diagnosticado câncer em adiantado estado e passou a ser medicada para manter sua vida sem maior sofrimento. No domingo, descansou.
Há 15 anos estava viúva do senhor José Pedro de Sousa, eles que formaram família muito conhecida do bairro Santa Cruz, de Franca. Do enlace nasceram três filhos (a funcionária de escola Eunice; a chanfradeira Ivanete, casada com o mecânico de manutenção de máquinas Valdemir Coelho de Oliveira; e a chanfradeira Maria Cristina, viúva de Fernando Borges), seis netos (Rodrigo, casado com Lúcia; Karina, casada com Edmilson Luiz de Sousa; Maicon, casado com Kelly; Katiane, casada com Antônio Sérgio de Oliveira; David e Vinícius), oito bisnetos (Mateus, Gabriel, Sofia, Beatriz, Paulo, Rafaela, Heloísa e Felipe) e uma tataraneta, Emanuelle.
Josefina foi cozinheira, e de altos dotes. Desde muito jovem revelando virtudes para a execução de pratos especiais, e dona de tempero apreciado, foi logo descoberta por serviços de buffets tradicionais da cidade. Atuou por décadas junto a Orlando Dompieri, Maria Ignácia e Luiz Alexandre Ribeiro, “seu Luiz garçom”, com esse, inclusive, trabalhando no serviço de alimentação da sede do Rotary Clube de Franca.
Segundo Aureliano de Paula Borges, o Liliko, especialista em arranjos florais muito reconhecido, e que com ela conviveu em muitos eventos, Josefina era mais que uma excelente cozinheira; era uma especialista em fazer amizades e mantê-las. “Ela deixa imensa saudade de sua maneira de ser. Nós a chamávamos de ‘mãe’ porque estava sempre pronta a ajudar quem quer que fosse, em tudo”, disse ele.
Josefina se aposentou por idade, mas jamais permitiu que a idade a impedisse de continuar vivendo como mais gostava: aproveitando a vida. Era uma das integrantes do Clube da Velha Guarda da avenida São Vicente, em Franca. Adorava passear perto ou longe. Viajou até meados do ano passado, antes de receber o diagnóstico da doença que lhe roubaria a vida. “Foi pra Argentina, Paraguai, Caldas Novas e pra onde mais seu grupo de velha guarda resolvesse seguir. Aliás, era a maior incentivadora de seus companheiros. Não perdia um evento do clube. Foi uma pessoa alegre, e fez da alegria sua lição para os que com ela conviveram. Vivia dizendo que ‘Deus criou as pessoas para serem felizes’”, disse Valdinei, seu genro.
“Minha sogra era uma pessoa espetacular. Seus conselhos eram aulas de experiência e solidariedade. Seu olhar de super-mãe nunca se descuidou, inclusive de mim. Ela dizia que Deus tinha lhe dado três filhas, e depois, lhe deu o filho homem que faltava, e que eu era esse filho. Resta agora o doloroso vazio da saudade”, disse.
Josefina foi velada no São Vicente de Paulo e sepultada na segunda-feira, dia 22, 16 horas, com serviços da Funerária São Francisco, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.
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