Em pronunciamento recente, da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, sugeri ao governador Geraldo Alckmin, liderar grande mobilização do Estado para guerra sem tréguas ao mosquito Aedes aegypti, responsável por epidemia que, lamentavelmente, se espalhou pelo mundo todo.
As consequências para a saúde pública universal, têm sido funestas. E é pior. Não se trata, lamentavelmente, do único inimigo a ser combatido sem qualquer trégua.
Há outro, igualmente nocivo e igualmente pernicioso, a merecer idêntica declaração de guerra. Refiro-me, ainda uma vez ao cigarro, droga infelizmente tolerada pelas autoridades que permitem seu livre comércio, não obstante irrefutáveis malefícios comprovados.
Estudo recente da Aliança de Controle de Tabagismo demonstra que o Brasil gastou, apenas em 2015, em atendimento a vítimas do cigarro, o equivalente a 30% do orçamento do Ministério da Saúde! Esses dados, divulgados por entidades oficiais e organismos científicos, revelam um fato inquestionável: nós estamos gastando R$ 21 bilhões por ano dos recursos já escassos do Ministério da Saúde para atender vítimas do cigarro, dinheiro que poderia ser muito melhor aproveitado se utilizado no aprimoramento das condições de trabalho dos hospitais e postos de atendimento ao público.
É preciso, portanto, empreender guerra permanente contra o cigarro, começando nas escolas, onde professores devem exibir a seus alunos, estatísticas sobre quantas pessoas morrem por dia, quantos óbitos ocorrem resultantes de doenças provocadas pelo consumo do cigarro. Sugiro, ainda, às nossas autoridades, a que deemprioridade a um pesado movimento de esclarecimento, muito mais contundente do que hoje já existe.
Aos pais, conclamo a que orientem seus filhos para ficarem longe do cigarro sob pena de vê-los perdendo anos preciosos de suas vidas, adoentados pelo exercício constante desse vício abominável.
Welson Gasparini
Deputado estadual (PSDB), advogado e ex-prefeito de Ribeirão Preto
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.